Carlos Cadoca
Foto: Alex Ferreira/ Câmara dos Deputados – 13.5.2015
Aos 80 anos, Cadoca morreu neste domingo (13)

O ex-deputado federal Carlos Eduardo Cadoca, 80, morreu na madrugada deste domingo (13), no Recife, em Pernambuco. O político estava internado há mais de um mês no Hospital Português do Recife após contrair a Covid-19.

A morte do ex-deputado foi confirmada pela esposa, Berecine Andreade de Lima, em um postagem nas redes sociais. "Amigos, trago, aqui, a notícia que eu mais temia e que, em nenhuma hipótese, queria dar para vocês. Depois de mais de um mês internado, Cadoca perdeu, hoje, a luta contra a Covid-19. Ele resistiu bravamente. Foi um forte guerreiro, típico de alguém que ama a vida, mas essa doença é terrível, misteriosa e, infelizmente, foi mais forte", publicou.

Veja:

Biografia políitica

Cadoca foi deputado federal por cinco mandatos, entre 1999 e 2018. Filho de João Coutinho da Costa Pereira e Maria José Cintra da Costa Pereira, se formou  em direito pela Faculdade de Direito do Recife em 1967 e Desenvolvimento Econômico por Harvard, EUA, em 1966.

Foi um dos fundadores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro em 1981, antes disso já fazia parte do Movimento Democrático Brasileiro desde 1969.

Em 2004 se candidatou a prefeito da cidade de Recife. Com o apoio do então governador do estado, Jarbas Vasconcelos perdeu a eleição para o então prefeito que tentava a reeleição, João Paulo Lima (PT).

Em 2008 candidatou-se novamente a prefeito da cidade do Recife, dessa vez pelo PSC e adversário do canditado do seu antigo partido, Raul Henry. Perdeu a eleição para João da Costa (PT).

Em 2010 foi eleito para o quarto mandato consecutivo de deputado federal pelo PSC, em Pernambuco. Em 2014 tentou o quinto mandato de deputado federal pelo PCdoB, através da coligação Frente Popular de Pernambuco. Ficou na suplência, mas assumiu o mandato em fevereiro depois que o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), convocou André de Paula para compor a Secretaria das Cidades.

Deixou o PCdoB em 2016 e ingressou meses depois no Partido Democrático Trabalhista, legenda essa que acabou expulso em abril de 2017 após votar a favor das reformas trabalhistas enviadas pelo governo Temer. Cadoca desistiu de candidatura para o mandato de 2018-2022.

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