Russomanno se descola de Bolsonaro e diz que o "importante é ir para o 2º turno"

Candidato apoiado por Bolsonaro despencou 7 pontos percentuais na pesquisa realizada pelo instituto Datafolha

Celso Russomanno (Republicanos)
Foto: Adriana Spaca/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo - 22.8.16
Celso Russomanno (Republicanos)


O candidato a prefeito de São Paulo Celso Russomanno (Republicanos) declarou nesta sexta-feira (23) em entrevista à Rádio Eldorado que "o importante é ir para o segundo turno". A declaração surge após uma queda de sete pontos percentuais em sua intenção de voto, conforme os dados divulgados pela pesquisa Datafolha dilvulgada na quinta-feira (22).


"A gente tem pesquisas internas também, e nós estamos um pouco melhor do que a aparência aí. Nós temos que questionar quem está certo. Mas, de uma forma ou de outra, o importante para a gente, para a nossa equipe, é ir para o segundo turno .", disse Russomanno.

A pesquisa Datafolha mostra Russomanno com queda de 27% para 20% das intenções de voto, na comparação com a última apuração feita pela instituto. O candidato Guilherme Boulos (PSOL) está tecnicamente empatado com Russomano no limite da margem de erro após oscilar positivamente de 12% para 14% das inteções de voto, enquanto o atual prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) assume a dianteira na disputa crescendo de 20% para 23%.

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"Tenho um bom marqueteiro, tenho uma boa estrutura hoje, diferente de anteriormente, e tenho um padrinho, que é o presidente Bolsonaro . Temos muitas coisas boas, e vamos ter num segundo turno o mesmo tempo de televisão que o Bruno tem. Aí é outra eleição, outra história. O que importa é ir para o segundo turno, oportunidade que eu não tive nas outras eleições", disse Russomanno.

Nas últimas semanas, Russomanno havia intensificado sua adesão às pautas do presidente num claro sinal ao eleitorado bolsonarista. Em entrevistas, ele chegou a dizer que a Covid-19 "não dizimou ninguém", que moradores de rua tinham mais resistência ao vírus por não tomarem banho e minimizou a ditadura militar.

Na quarta-feira, afinou seu discurso com Bolsonaro e passou a defender que a vacina contra a Covid-19 não seja obrigatória.

Hoje, porém, adotou posicionamento mais conciliador sobre o tema.

"Não sou contra vacina. Disse que se aprovada pela Anvisa, faria uma campanha imensa de conscientização, mas não obrigaria as pessoas. Sou favorável ao que a ciência determina", afirma Russomanno, que ainda complementou: "Sou totalmente favorável a vacina. Quero que ela fique pronta e quero tomar a vacina também. Não tem problema nenhum".