Abraham Weintraub falando ao microfone
Agência Brasil
Weintraub fez ataques a ministros do Supremo em reunião ministerial de 22 de abril

À frente da diretoria-executiva do Banco Mundial (Bird) há cerca de três meses, em um mandato-tampão que vai terminar no próximo dia 31 de outubro, o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub , deverá permanecer por mais dois anos no cargo. O governo brasileiro enviou nova indicação à instituição multilateral de crédito para que ele continue no banco até 2022, segundo o Ministério da Economia.

Indicado pelo ministro Paulo Guedes para o cargo até outubro deste ano, o ex-ministro não enfrentou dificuldades para ser aceito pelos países que integram a cadeia do Brasil no Bird (Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago). Foi aprovado apesar da resistência e das críticas de funcionários e ex-servidores do banco, devido ao seu estilo agressivo e à sua personalidade polêmica no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Essa facilidade deverá se repetir na eleição de novembro, na visão de integrantes do governo. A avaliação é que esses países não deverão se opor, em respeito ao princípio da soberania nacional.

Esta semana, o irmão do ex-ministro, Arthur Weintraub, anunciou que deixaria o governo e iria para a Organização dos Estados Americanos (OEA). Ele assumirá um cargo de confiança na OEA, o de secretário de Acesso a Direitos e Equidade.

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