Witzel lavou dinheiro e pagou esquema com cédulas em mãos, diz PGR

PGR acusa governador de receber propina e lavar dinheiro em pequenos saques

O governador Wilson Witzel em pronunciamento no Palácio Laranjeiras após ser afastado do cargo
Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo
O governador Wilson Witzel em pronunciamento no Palácio Laranjeiras após ser afastado do cargo


Investigação conduzida pela PGR (Procuradoria Geral da República) em endereços do governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC) , indicam que ele e a primeira-dama, Helena Witzel, mantinham o esquema de desvios dos recursos da saúde com pagamento de despesas em dinheiro vivo. Os procuradores envolvidos no caso apreenderam notas fiscais e comprovante bancários, que foram incluídos no pedido de afastamento de Witzel autorizado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).


A PGR acredita que os pagamentos em espécie seriam uma forma de lavar dinheiro. As despesas de Witzel listam um confre para oito armas de fogo compradas pela internet e pago à vista por R$ 899,00. A primeira-dama comprou uma moeda estrangeira pelo valor de R$ 4.200,00 à vista. Outros gastos incluem mensalidade escolar e cursos de inglês.

A Polícia Federal (PF) identificou comprovantes que somam quase R$ 25 mil entre fevereiro e outubro de 2019. A defesa de Witzel nega ter recebido recursos desviados e propina.  O advogado de Witzel declarou ao UOL que os valores ecnontrados pela PF nas notas são baixos e devem ter sido sacados da conta da primeira-dama, que pagava funcionários para fazer serviços rotineiros.