Cláudio Castro também é investigado pela polícia
Fernando Frazão/Agência Brasil
Cláudio Castro também é investigado pela polícia

Alvo de investigação na Operação Tris in Idem, desencadeada nesta sexta-feira (28) o  vice-governador Cláudio Castro desembarcou no Rio de Janeiro, no início desta tarde, e foi direto para o Palácio Guanabara, onde assumirá o cargo do governo estadual, inicialmente, pelos próximos seis meses. Castro estava em Brasília quando recebeu a notícia de afastamento de Wilson Witzel, por determinação do Superior Tribunal Federal (STJ) , por 180 dias. Não há determinação de afastamento do vice-governador, apenas só mandados de busca e apreensão na residência oficial. O advogado de Cláudio Castro esteve no imóvel dele, onde foi cumprida a busca e apreensão, e afirmou que foi pego de surpresa e que vai tomar as medidas necessárias assim que tiver acesso ao processo.

Por mais de quarto horas, procuradores federais e agentes da Polícia Federal ficaram residência fazendo buscas no local, no Condomínio Península, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Lá, estavam a mulher e os filhos do governador em exercício.

Castro recebeu a ligação da mulher, logo pela manhã, informando que os policiais estavam em sua casa. Incrédulo, o então vice-governador decidiu que iria voltar para o Rio nos primeiros voos. Pouco depois das 9h Cláudio Castro embarcou no Aeroporto Internacional de Brasília. Pouco depois das 11h30, a aeronave em que o atual governador pousou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador.

Ao contrário dos outros passageiros, que saíram pelo desembarque, Cláudio Castro preferiu sair pela pista para evitar contatos com repórteres que o aguardava. Em seguida, partiu em direção ao Palácio Guanabara. Pouco antes das 10h30, Carlo Luchione - advogado de defesa de Castro - confirmou que seu cliente iria direto do aeroporto para a sede do governo fluminense.

Procurada, a assessoria de imprensa de Cláudio Castro confirmou a sua ida a Brasília. Entretanto, afirmou que ele foi a capital do país em “uma agenda pessoal”. Cláudio Castro, um dos alvos da operação desta sexta-feira, ainda não comentou o caso. Ele deverá se pronunciar no meio da tarde por uma nota, de acordo com seus assessores.

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