Ricardo Coutinho
Reprodução Twitter
Ricardo Coutinho é suspeito de fraudes enquanto ainda era governador da Paraíba

O juiz José Guedes Cavalcanti Neto, da 3ª Vara Criminal de João Pessoa, determinou o bloqueio de R$ 6,5 milhões do ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) e também de outros alvos investigados sob suspeita de corrupção em contratos na antiga gestão estadual.

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A ordem é decorrente da Operação Calvário, que investiga um esquema generalizado de fraudes em contratos em troca de pagamentos de propina que teria funcionado durante o governo de Coutinho.

As investigações são tocadas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba, responsável pelo pedido do bloqueio de bens. Parte da investigação foi enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolver também autoridades com foro privilegiado.

"Pelos depoimentos em colaboração de um dos integrantes do grupo, havia repasse mensal de valores para cada participante da organização e essa situação perdurou por muitos anos.

Assim, os indícios de que houve locupletação de dinheiro público são fortíssimos, tendo os imputados como os principais suspeitos de serem os beneficiados pela atividade ilícita desenvolvida na administração do governador Ricardo Coutinho", escreveu o juiz em sua decisão.

Coutinho já é réu em uma das ações decorrentes da Operação Calvário. Dentre os outros alvos da ordem de bloqueio de bens estão o ex-secretário de Planejamento Waldson de Souza (R$ 6,5 milhões), o ex-senador Ney Suassuna (R$ 500 mil) e seu filho Fabrício Suassuna (R$ 500 mil) e a ex-secretária de Finanças Aracilba Rocha (R$ 500 mil), além de outros quatro alvos.

Os valores dos bloqueios foram definidos pelo Ministério Público com base na estimativa de recursos desviados dos cofres públicos em um dos esquemas sob investigação, que é a contratação fraudulenta da Cruz Vermelha filial do Rio Grande do Sul, delatada por um dos envolvidos nos crimes.

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