Ministro da Saúde Nelson Teich em entrevista coletiva
José Dias/PR
Teich foi o segundo ministro da Saúde a deixar o governo em menos de um mês

O ex-ministro da Saúde,  Nelson Teich , usou o Twitter nesta sexta-feira (5) para fazer críticas às medidas de  distancimento social  que estão sendo tomadas em vários e disse que as ações no mundo todo estão sendo feitas por "tentativa e erro".

"Decisões estão sendo tomadas em um mundo de pouca informação e grande incerteza. Nesse cenário, marcado por angústia e medo, as escolhas e ações ligadas ao distanciamento estão acontecendo com um modelo de tentativa e erro", escreveu Teich.

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Nesse cenário, o antigo chefe da pasta afirmou que quando essas decisões são "tomadas em um ambiente de baixa colaboração e cooperação, [elas] carregam o risco de serem usadas para críticas, defesa de posições pessoais, intensificação de disputas políticas e maior polarização".

"Problemas de saúde abordados com uma perspectiva política, dificilmente serão solucionados da melhor forma possível. Idas e vindas nas tentativas de reabertura da economia podem trazer mais instabilidade, dificultando ainda mais esse processo ao longo do tempo", completou.

Na sequência de publicações Teich também falou sobre a importância se seguir a ciência para adotar as medidas de combate ao  novo coronavírus  (Sars-CoV-2). Esse foi um dos principais motivos para o ex-ministro pedir demissão da pasta da saúde, já que  ele evitava recomendar o uso da cloroquina para pacientes com sintomas leves da  Covid-19 , ao contrário do que exigia o presidente  Jair Bolsonaro .

"A forma de definir a melhor estratégia em relação ao distanciamento social, assim como nos casos de medicamentos e vacinas, também deve ser baseada em estudos científicos. A metodologia desses estudos, apesar de complexa, é a mais indicada para gerar informação", disse Teich.

Depois de assumir o Ministério da Saúde no lugar de Luiz Henrique Mandetta, que também  deixou o governo federal ao discordar de Bolsonaro em relação à recomendação da cloroquina, Teich não chegou a completar um mês no comando da pasta.

Na ocasião em que comunicou seu pedido de demissão, Teich disse que "tinha um nome a zelar" e que entrou com uma missão de ajudar os brasileiros .

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