“É chavismo”, afirma Joice sobre Bolsonaro
Joice Hasselmann, ex-aliada de Bolsonaro que agora faz oposição, defende que presidente deveria pedir renúncia: “mais rápido e menos doloroso”
Por iG Último Segundo |
A deputada federal e ex-aliada do presidente Jair Bolsonaro, Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que “Bolsonaro cedeu ao pior que tem na política”, em entrevista divulgada nesta terça-feira (28) pela Folha de S. Paulo. Ela também chamou as novas nomeações do presidente para o comando da Polícia Federal e o Ministério da Justiça de autoritárias e as comparou ao governo do ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
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“O discurso que foi feito cai por terra, é mentira. Discurso de corrupção, de lealdade ao povo brasileiro, de não roubar, tudo é mentira”, afirmou Joice , que também criticou a recente aproximação de Bolsonaro com o Centrão.
“Por isso, antes que o Brasil caia num chavismo de verdade com o sinal trocado, eu propus o processo de impeachment”. A deputada protocolou, na última sexta-feira (24), um pedido de impeachment contra Bolsonaro, defendendo que o presidente cometeu obstrução de justiça, intervenção na Polícia Federal e falsidade ideológica.
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A deputada do PSL argumenta que Bolsonaro que que a PF e o Ministério da Justiça sejam comandados por apenas uma pessoa, “que é ninguém mais ninguém menos que o próprio presidente da República”. “Isso não é democracia, é chavismo , é autoritarismo, passa longe de ser um processo democrático”, diz.
Joice afirma que é necessário neste momento focar na pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), mas “não podemos deixar o Brasil à deriva, porque o governo acabou”. Por causa da crise, Joice pensa que um pedido de renúncia seria a melhor saída para Bolsonaro , “mais rápido e menos doloroso”. Mas acredita que haveria apoio popular para um impeachment.
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“Se o presidente tivesse juízo ele renunciaria. Não podemos deixar o Brasil sendo tocado por um chavista, que quer instituir um golpe militar no Brasil e fingir que nada está acontecendo. É papel do Parlamento impedir esse golpe. Não podemos fechar os olhos para a política porque senão a Câmara estará sendo omissa, prevaricando”, defende Joice .