Montagem de Gustavo Bebianno e João Doria
Montagem iG
Bebianno se filiou ao PSDB após deixar o PSL

O governador de São Paulo, João Doria, do PSDB, e o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, partidos que abrigaram Gustavo Bebianno, lamentaram a morte do ex-ministro e pré-candidato do PSDB a prefeito do Rio de Janeiro. Gustavo Bebianno morreu esta manhã após um infarto fulminante, aos 56 anos.

Em nota, o governador de São Paulo disse que o falecimento “surpreende a todos”. “O Rio perde, o Brasil perde. Bebianno tinha grande entusiasmo pela vida e em trabalhar por um País melhor. Meus sentimentos aos familiares e amigos nesse momento de dor”, escreveu João Doria , maior patrocinador da ascensão de Bebianno no PSDB do Rio.

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“Com profundo pesar recebi a notícia da morte de Gustavo Bebianno. Seu falecimento surpreende a todos. O Rio perde, o Brasil perde. Bebianno tinha grande entusiasmo pela vida e em trabalhar por um País melhor. Meus sentimentos aos familiares e amigos nesse momento de dor”, publicou Doria na rede social.

Bivar afirmou em nota que Bebianno morreu “muito jovem”, mas diz que o ex-ministro conseguiu “dar sua parcela de cidadão e patriota”. Bebianno era um dos principais ajudantes de Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial. Virou ministro de Bolsonaro, mas acabou demitido após uma briga com Carlos, filho do presidente.

Na última terça-feira, Bebianno esteve em Brasília, onde jantou com Luciano Bivar e o presidente estadual do PSDB, Paulo Marinho. Bebianno buscava apoio do PSL para sua candidatura à prefeitura do Rio.

Bivar diz ter informado que o PSL do Rio terá candidatura própria, com o deputado estadual Rodrigo. "Mas dependendo do diretório estadual e envolvendo a participação do nosso candidato, a Nacional não se oporia a eventual acordo político (com Bebianno)", contou Bivar.

A assessoria do governador paulista ainda não sabe se ele irá participar do velório ou do enterro de Bebianno. O estado tem tomado várias medidas contra o avanço do coronavírus e não se sabe, ao certo, se uma ausência do governador, mesmo que temporária, poderia ser justificada em um momento de crise. Até o momento nenhuma decisão foi tomada a respeito.

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Doria era o grande articulador da pré-candidatura de Bebianno à prefeitura do Rio neste ano. Este movimento desagradou o mais fiel aliado dos tucanos, o DEM, que tenta viabilizar na eleição carioca o nome do ex-prefeito Eduardo Paes. Ainda não se sabe, devido à natureza repentina do falecimento de Bebianno, os próximos passos do governador paulista na sucessão de Crivella.

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