Augusto Heleno
Marcos Corrêa/PR
Augusto Heleno chegou a dizer que não sabia de criação da Abin

Quatro dias depois de o ex-secretário geral da Presidência, Gustavo Bebianno , afirmar que um delegado da Polícia Federal participou da tentativa de montagem de uma Agência Brasileira de Inteligência (Abin) paralela, por iniciativa do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o ministro Augusto Heleno , chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ao qual o órgão é subordinado, divulgou nota dizendo que trata-se de um "devaneio de amadores".

Sem citar a qual veículo se referia, o texto diz que "em cima de 'ouvir falar', 'acho', 'fiquei sabendo', a imprensa publicou matéria sobre Abin Paralela" e aponta que a agência é uma instituição de Estado, "apolítica e apartidária". "Tem cerca de dois mil funcionários, todos concursados, que realizam um excelente trabalho, anônimo e sigiloso, por razões óbvias", aponta a nota divulgada pela assessoria do GSI.

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Em entrevista na última segunda-feira ao programa Roda Viva , da TV Cultura, Bebianno foi questionado se estava se referindo ao delegado e atual diretor da Abin, Alexandre Ramagem, e preferiu não responder.

"Eu lembro o nome do delegado. Mas não vou revelar por uma questão institucional e pessoal", afirmou o ex-ministro.

Sobre Ramagem, Heleno disse que o nomeou para o cargo com o aval do presidente Jair Bolsonaro e classificou sua gestão na Abin como "magnífica".

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"[O diretor] Aproximou a ABIN da Polícia Federal, com ganhos evidentes para o Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). Transmitiu a seus subordinados uma nova concepção de Inteligência, ágil e focada na informação tática, capaz de competir com a rapidez da internet, reduzindo o preciosismo em prol da velocidade. ABIN paralela é devaneio de amadores", concluiu Heleno.

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