Michel temer
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Michel Temer anuncia a aposentadoria da vida pública


O ex-presidente Michel Temer aposentou da carreira política. Se dizendo contente por ter ocupado diversos cargos públicos durante seus 79 anos de idade, o emedebistas anunciou que não participará mais de eleições e deve dedicar sua vida ao estudo do direito e à literatura, temas que diz ser suas maiores paixões além da família.

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"Já fui tudo", disse Michel Temer ao UOL. O ex-Presidente da República, de fato, ocupou diversos cargos públicos.

Formado em Direito, o sempre filiado ao PMDB (depois MDB) foi procurador-geral do Estado de São Paulo nomeado por Franco Montoro em 1983. Depois, pelas mãos do mesmo governador, assumiu a Secretaria de Segurança Pública. O primeiro cargo no Congresso veio em 1987, quando se tornou um deputado federal constituinte sendo suplente de Tide de Lima.

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A primeira eleição em que de fato foi eleito foi a de 1994. Assim, Temer foi deputado federal seguidamente até 2010, exercendo o papel de presidente da Câmara por três vezes. No último ano em que presidia a Mesa Diretora, decidiu, em escolha conjunta com o PMDB, participar da chapa do PT à presidência do Brasil, encabeçada por Dilma Rousseff. Graças a pressão do mesmo, ficou com o cargo de vice-presidente, sendo eleito.

No segundo mandato como vice-presidente, Michel Temer acabou assumindo o posto de Presidente da República após o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Sua presidência ficou macada por escândalos de corrupção, medidas pesadas na segurança pública e boa articulação junto ao Congresso Federal, conseguindo a aprovação de reformas, como a trabalhista e a da educação.

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Na mesma entrevista, Michel Temer afirmou que depois de ocupar a Presidência da República, nenhum cargo pode estar acima e que não faz sentido se candidatar de novo.

Mesmo fora da vida pública, Temer ainda enfrenta problemas com a justiça. O ex-presidente chegou a ser preso preventivamente no ano passado acusado de esconder provas que o encriminasse. O emedebista é investigado na Operação Lava Jato sob supostas propinas pagas pela empreiteira Odebrecht a ele e aos aliados Eliseu Padilha e Moreira Franco em troca de benefícios políticos. Todos negam.

Temer ainda responde a denúncias de irregularidades no Porto de Santos por ter supostamente  autorizado concessões do local em troca de propina e utilizado a reforma de um imóvel como lavagem de dinheiro. O ex-presidente nega todas as acusações.

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