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Marcos Corrêa/PR
Ministra Damares Alves criou campanha para evitar gravidez precoce e doenças

A Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública de São Paulo enviaram uma recomendação ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, da ministra Damares Alves , pedindo que a campanha da abstinência sexual não seja veiculada. Segundo o documento, a política não tem evidências científicas e pode trazer riscos para os adolescentes.

A campanha foi criada por Damares com o objetivo de enfrentar gravidez precoce e proliferação de doenças sexualmente transmissíveis no País. A ideia é que, no futuro, ela seja transformada em uma política pública.

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De acordo com estudos citados pelas defensorias no parecer, países que têm políticas de abstinência sexual desde 1981 concluíram que a medida não promove mudanças positivas na vida sexual dos jovens. Ela não impede a gravidez na adolescência nem a propagação de infecções sexualmente transmissíveis.

Além disso, as defensorias argumentam que a medida traz riscos de desinformação aos jovens ao não privilegiar orientação quanto ao uso de métodos reconhecidamente eficazes.

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Por fim, as entidades pedem que seja suspensa a elaboração do Plano Nacional de Prevenção ao Risco Sexual Precoce em até 15 dias.

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