Weintraub arrow-options
Agência Brasil
Abraham Weintraub

A Comissão de Ética da Presidência decidiu nesta terça-feira (28), por unanimidade, dar uma advertência ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, por comentários sobre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT). As informações são do jornal O Estado de São Paulo. 

Weintraub se tornou alvo da comissão em setembro, após um pedido dos deputados Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Paulo Pimenta (PT-RS). Os parlamentares questionaram dois tweets feitos pelo ministro após um militar ter sido flagrado com  39 quilos de cocaína em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), em outubro de 2019. 

"Tranquilizo os 'guerreiros' do PT e de seus acepipes (sic): o responsável pelos 39 kg de cocaína NADA tem a ver com o Governo Bolsonaro. Ele irá para a cadeia e ninguém de nosso lado defenderá o criminoso. Vocês continuam com a exclusividade de serem amigos de traficantes como as FARC”, escreveu Weintraub na ocasião. “No passado o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?”, completou. 

Após uma reunião, a Comissão de Ética resolveu recomendar que o chefe do MEC "se atente aos padrões éticos em vigor". O relator, Erick Vidigal, afirmou que não é esperado que um ministro da Educação tenha um "papel de uma autoridade impulsiva, destemperada, que ofende" e que usa o cargo público para "ampliar a divisão existente atualmente na sociedade brasileira, incitar o ódio, a agressividade, a desarmonia”.

Leia também: Por respeito a Haddad, Lula nega que Flávio Dino vá voltar ao PT

O ministro, no entanto, continuou a atacar os petistas em sua defesa, pediu o arquivamento do caso e suspeição do relator. Weintraub afirmou que caberia “uma série de qualificações ainda mais contundentes" aos ex-presidentes, como “bandido, criminoso, presidiário e marginal, dentre outros, e à outra ( Dilma ), críticas ainda mais mordazes do que ser chamada meramente de 'uma droga', por meio indireto". 

"Quem comete crime pode tranquilamente ser chamado de 'uma droga', afinal, o crime é algo que merece supremo repúdio legal e social, ao passo que a referida expressão remete a um sentimento de desaprovação muito mais suave", escreveu o ministro.


    Leia tudo sobre: Lula

    Veja Também

      Mostrar mais