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Foram indiciados pelos crimes Luciano Bivar e as candidatas Maria de Lourdes Paixão, Érika Santos e Mariana Nunes, todas do partido que elegeu

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Agência Brasil
Luciano Bivar, Presidente do PSL

A Polícia Federal indiciou nesta sexta-feira (29) o presidente do Partido Social Liberal (PSL)  Luciano Bivar (PSL-PE) e outras três mulheres de Pernambuco, suspeitos de desviar verba pública do partido em esquemas de candidaturas de laranjas. 

As candidatas Maria de Lourdes Paixão, Érika Santos e Marina Nunes, além do presidente do partido que elegeu o Jair Bolsonaro, Luciano Bivar, respondem pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa.

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O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), foi indiciado suspeito de ter comandado o esquema de laranjas em Minas Gerais, no mês passado. Outras 10 pessoas também estão sendo investigadas .

A candidata Maria de Lourdes Paixão, de 68 anos, é secretária de Bivar há cerca de 30. Ela concorreu a deputada federal e teve apenas 274 votos e recebeu um montante de R$ 400 mil em dinheiro, do fundo eleitoral . Lourdes alegou ter gasto R$ 380 mil em uma gráfica de fachada, quatro dias antes das eleições. 

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Em contraste, foi a terceira maior beneficiada com a verba do PSL em território nacional. Mais até que o presidente Bolsonaro e a deputada Joice Hasselmann, que contou com 1,079 milhão de votos. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) aprovou de forma unânime as contas da candidata, determinando a devolução de R$ 380 mil nesta quarta-feira (27). 

Os quatro investigados foram convocados pela Polícia Federal para prestar depoimentos nesta sexta (29). Apenas Érika Santos e Mariana Nunes compareceram. Loudes Paizão e Luciano Bivar não se apresentaram.