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Disputa da liderança do PSL na Câmara ampliou crise interna do partido

O PSL vive um cabo de guerra para definir quem deve ser o líder do partido na Câmara . Só na última semana, os deputados assinaram ao menos seis listas para tentar decidir quem ficaria com o cargo. O racha dentro do partido criou uma disputa entre a ala mais ligada ao presidente Jair Bolsonaro , que defende que o filho Eduardo Bolsonaro (SP) assuma a função, e os parlamentares mais próximos do presidente do partido, Luciano Bivar , que preferiram que o cargo continuassem com Delegado Waldir (PR). Um terceiro nome também foi cotado para trazer um consenso entre ambos lados.

Nesse imbróglio, os vice-líderes do PSL também foram afetados: ao todo, 17 foram retirados do cargo na última semana. Para poder acompanhar a "guerra das listas", veja quais as funções e atividades desses dois cargos.

A Câmara dos Deputados prevê que haja lideranças para defender os interesses dos partidos, do governo e das bancadas dentro da Casa. O alvo da disputa do PSL e pivô do cabo de guerra é a liderança de partido que tem poderes para facilitar a articulação política.

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Segundo o regimento interno, apenas o líder de partido pode se pronunciar a qualquer momento durante a sessão. O tempo de sua fala vai variar de acordo com o número dos deputados do partido, podendo ser de três a, no máximo, dez minutos.A função também dá o direito de inscrever os colegas de sigla para o horário destinado às Comunicações Parlamentares.

O líder também pode registrar os candidatos do partido para concorrer a cargos na Mesa Diretora, ou indicá-los para compor Comissões — e, no caso deste último, substituir os deputados do partido a qualquer momento. Além disso, o cargo possibilita de quem assumi-lo possa participar desses colegiados, mesmo que não seja membro deles nem tenha direito a voto. Porém, o líder vai poder encaminhar as votações na Comissão, ou pedir verificações.

Para ter direito a um líder de partido, as legendas precisam ter ao menos cinco representantes na Câmara. A escolha do parlamentar que vai assumir o cargo é feita por indicação, por meio de um documento subscrito, pela maioria dos deputados da sigla. Cabe, então, a Mesa Diretora aceitar a lista caso ela siga esses dois critérios.

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Um exemplo de como isso funciona na prática foi justamente a "guerra das listas". Tanto o Delegado Waldir quanto Eduardo Bolsonaro apresentaram uma relação que tinha a quantidade necessária para assumir o cargo — como o PSL tem 53 deputados federais, eles precisavam de, no mínimo, 27 assinaturas. Atualmente, o filho do presidente Jair Bolsonaro é quem está na função.

Os líderes de cada partido poderá indicar vice-líderes, na proporção de um a cada quatro deputados da legenda. Estes são cargos mais simbólicos e de livre nomeação da liderança — exatamente por isso que tanto Waldir e Eduardo puderam destituir e substituir os parlamentares que estavam nessa função. Pelo número de representantes na Casa, o PSL tem direito à 13 vice-líderes, que podem representar o líder em reuniões.

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