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O ex-deputado federal responde a processos no âmbito da Lava Jato e a decisão é uma garantia de pagamento de possíveis sanções pecuniárias

Cândido Vaccarezza com a mão erguida arrow-options
Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados
Vaccarezza responde a processos na Operação Lava Jato

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) determinou nesta quinta-feira (10), o bloqueio de R$ 17,7 milhões em valores e bens do ex-deputado federal Cândido Vaccarezza  (PT). A decisão, segundo a Justiça, serve como garantia de pagamento de possíveis sanções pecuniárias que o político pode sofrer em uma ação penal que ele responde na Justiça Federal do Paraná (JFPR) no âmbito da Operação Lava-Jato .

Vaccarezza é acusado de praticar os crimes de associação criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação, teriam sido pagas vantagens indevidas no total de US$ 2.107.085,54 em troca da contratação da empresa Sargeant Marine como fornecedora de asfalto à Petrobras, em detrimento da participação da empresa Asphaltos Trade.

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Vaccarezza, então deputado federal, teria recebido US$ 518.500,00. Os pagamentos teriam sido feitos em contas no exterior controladas pelo doleiro Paulo Sérgio Vaz de Arruda, que teria disponibilizado as quantias em espécie, no território nacional, ao ex-parlamentar. Ele nega as acusações.

O MPF ofereceu, em agosto de 2018, denúncia contra Vaccarezza decorrente das investigações da Operação Lava-Jato. A denúncia foi recebida pela 13ª Vara Federal de Curitiba, transformando o político em réu no processo penal. A ação ainda está tramitando e deve ter o seu mérito julgado pela Justiça Federal paranaense.