Baleia Rossi é deputado federal desde 2015 e já está na política há anos
Reprodução/Facebook Baleia Rossi
Baleia Rossi é deputado federal desde 2015 e já está na política há anos

Com o discurso de renovação, o MDB elegeu neste domingo chapa única composta por filhos e apadrinhados de caciques da legenda. Dos nove integrantes da nova cúpula, três são filhos nomes tradicionais do partido e seis já estão na política há anos. O deputado federal Baleia Rossi (SP), que é filho do ex-ministro da Agricultura na gestão do PT Wagner Rossi, assume a presidência com a missão de unificar o partido.

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Batizada de Renovação Democrática, a chapa de Baleia Rossi foi aprovada por 311 votos, dos 209 convencionais. A eleição não teve a presença do ex-presidente Michel Temer. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, disponibilizou seu avião para levá-lo a Brasília, mas Temer não foi. O mais tietado foi o clã José Sarney, que aos 89 anos, se disse “jovem”  e entusiasmou a militância a participar da política. Também participaram tradicionais nomes da legenda, como o ex-senador Eunício Oliveira (CE), Renan Calheiros (AL), Eduardo Braga (AM).

Ministro da Cidadania do governo de Jair Bolsonaro, Osmar Terra, que é filiado à legenda, chegou cedo à convenção, mas evitou holofotes. Votou e foi embora. Terra nem sequer teve seu nome mencionado nos discursos dos correligionários.

Apesar de o MDB ter Osmar Terra como ministro de Bolsonaro, Baleia enfatizou em seu discurso que o partido “não precisa de governo para sobreviver”. Ele afirmou que o MDB precisa escolher suas bandeiras e ter uma identidade própria. E disse ainda que o partido pagou “preço caro por ser o partido da governabilidade”.

"Nosso partido foi conhecido como o partido da governabilidade — e nós pagamos o preço alto por isso. Hoje nós temos que escolher as nossas bandeiras, mas não precisamos de governo para sobreviver porque o MDB é muito maior que isso, é inegociável a defesa da democracia", afirmou.

No discurso, Baleia mencionou os 13 milhões de desempregados no Brasil, os quatro milhões de “nem-nem”, não estudam nem trabalham, e fez um apelo para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, estude parceria aos mais de 5,5 mil municípios para promover emprego.

"A agenda econômica está correta, caminhando, mas precisamos de um plano emergencial para a geração de empregos. Eu quero propor ao ministro Paulo Guedes uma parceria para os 5,5 mil municípios para criar frentes de emprego", disse.

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Ao passar a presidência do MDB a Baleia, Romero Jucá ressaltou a história do partido nos principais governos, afirmou que a legenda “aprendeu a lição das urnas de 2018”, após ter reduzido seu tamanho na bancada da Câmara na última eleição e defendeu a “renovação”. "O MDB aprendeu a lição das urnas. E a mensagem final do MDB é ousar e não se contentar para ser novamente a vanguarda do Brasil". 

A legenda, autora do “Ponte para o futuro”, que balizou decisões dos governos de Dilma Rousseff e de Michel Temer, lança agora um novo manifesto de “ Renovação democrática é emprego e oportunidades”. O texto defende a criação de empregos fazendo parcerias com prefeituras.

“É preciso adotar medidas emergenciais para recuperar o emprego. O MDB defenderá uma proposta de geração de empregos com fundos de desenvolvimento e fomentos já disponíveis”, descreve no documento. 

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A renovação

A chapa tem na terceira-vice presidência o ex-deputado federal Daniel Vilela, filho do ex-governador de Goiás, Maguito Vilela, e na secretaria-geral o deputado Newton Cardoso Júnior, filho do ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso. A primeira vice é ocupada pelo senador Confúcio Moura, que já governou Rondônia por duas vezes, já foi prefeito por dois mandatos e deputado federal.

A segunda vice presidência fica com o deputado federal Carlos Chiodini (SC) e a primeira-secretaria será comandado pelo deputado estadual Gabriel Souza (RS). Ambos representam a bancada do sul, muito representativa na Câmara. A segunda-secretaria do MDB será do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (RJ), ex-deputado federal.

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A chave do cofre do MDB fica aos comandos do senador Marcelo Castro (PI). Ex-deputado federal por cinco mandatos, Castro teve o apoio dos senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) para se alçar ao posto de tesoureiro da legenda. Marcelo Castro terá como adjunto o deputado federal Raul Henry (PE), que atende à indicação do ex-deputado federal e senador Jarbas Vasconcelos (PE).

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