Aras falando ao microfone
Roberto Jayme/Ascom/TSE
O novo PGR, Augusto Aras, foi indicado por Bolsonaro, mas para procuradores do Sergipe, nome escolhido dessa forma 'não tem legitimidade para comandar MPF'

Augusto Aras , empossado nesta quarta-feira no comando da Procuradoria-Geral da República ( PGR ), já encontra a sua primeira dissensão. Na última terça, o Procurador Regional Eleitoral do Estado de São Paulo Pedro Barbosa Pereira Netto renunciou ao cargo em discordância de uma decisão de Aras.

Pereira Netto foi eleito pelos colegas juntamente com o procurador Eduardo Pelella , ex-chefe de gabinete do ex-PGR Rodrigo Janot . Augusto Aras, no entanto, segurou a nomeação de Pelella sem dar justificativa.

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A atitude tomada pelo novo PGR vem na esteira da polêmica declaração de Janot, de acordo com a qual planejou assassinar o ministro Gilmar Mendes , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), em 2017. Em entrevista à imprensa na semana passada, ele afirmou que foi armado à Corte com a intenção de matar o magistrado e, em seguida, suicidar-se.

O STF reagiu à declaração e ordenou busca e apreensão contra o ex-procurador-geral da República. Além disso, o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Janot e que ele mantenha distância mínima de 200 metros de qualquer integrante da Corte.

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Em curto ofício enviado à Procuradoria-Geral da República, Pereira Netto explicita a justificativa pela renúncia. "Cumprimentando Vossa Excelência, que não contemplou integrante da chapa eleita pelo colegiado para o exercício das funções eleitorais no Estado de São Paulo, venho comunicar a minha renúncia ao mandato de Procurador Regional Eleitoral", escreveu ele.

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