Aras defendeu Lava Jato e pediu respeito aos valores judaico-cristãos
Leonardo Prado / MPF
Aras defendeu Lava Jato e pediu respeito aos valores judaico-cristãos

Depois de empossado no cargo, o procurador-geral da República, Augusto Aras, enalteceu nesta quarta-feira (2) investigadores da Lava Jato e prometeu reforçar o combate a corrupção, a defesa de minorias e do meio ambiente. No mesmo discurso, Aras cobrou equilíbrio, responsabilidade e respeito aos valores judaico-cristãos que, na visão dele, permeiam a cultura brasileira.

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Ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Aras falou ainda sobre incrementar o combate a criminalidade violenta e fez menção especial ao ministro da Justiça, Sergio Moro, também presente ao evento. Primeiro Aras disse que nenhuma instituição está fora do alcance do Ministério Público. Por isso a instituição deve atuar dentro dos estritos limites traçados pela Constituição de 1988.

"Não há poder no Estado que seja imune à ação do Ministério Público. Onipresente, exige dos membros seus equilíbrio, competência, compreensão e posicionamento firme onde quer
que intervenha", disse o PGR.

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Nos últimos meses tem crescido onda de críticas a supostos excessos do Ministério Público na Operação Lava Jato e outras grandes investigações. Os ataques partes de setores não só da oposição, mas do próprio governo, descontente com algumas ações de promotores e procuradores. Depois do chamamento à responsabilidade, Aras estendeu à mão aos investigadores, com uma deferência especial justamente aos grupos da Lava Jato .

"Sua sensibilidade política e experiência sugerem, na ordem de prioridades das ações do Ministério Público, um enfrentamento intransigente da corrupção. As denominadas operações, principalmente a Lava Jato, que mobilizaram amplos setores da nossa sociedade, trouxeram ao conhecimento da nação práticas condenadas", disse Aras se dirigindo a Bolsonaro.

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