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Wilson Witzel se pronunciou em coletiva de imprensa nesta segunda; governador afirmou que determinou prioridade na investigação do caso

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Nelson Perez / GovRJ
Wilson Witzel se pronunciou em coletiva de imprensa nesta segunda (23)

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL), lamentou a morte da menina Ágatha Félix, que morreu após ser atingida por um tiro em meio a uma ação da Polícia Militar. “Tem sido difícil ver a dor das famílias que têm perdido seus entes queridos pela inescrupulosa atuação do crime organizado”, disse o governador, tentando conter as lágrimas. Ele porém, não assumiu responsabilidade pela tragédia e disse ter "certeza que estamos no caminho certo".

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Witzel se pronunciou em uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (23).Ele prestou solidariedade à família de Ágatha Félix. “Eu também sou pai e tenho uma filha de nove anos e não posso dizer que sei o tamanho da dor que os pais da menina Ágatha estão sentindo”, disso. Ele afirmou que o governo vai oferecer apoio financeiro e psicológico à família.

O governador informou também que determinou que a investigação do assassinato da menina sejam conduzidas com prioridade e rigor. Witzel, no entanto, afirmou que tal ato não seria necessário, pois confia no trabalho das polícias, do Ministério Público e do judiciário. Como exemplo, ele citou a investigação do caso Marielle Franco, que, segundo ele, estaria sendo conduzida da melhor forma possível.

O governador também afirmou que passou o final de semana conversando com autoridades do governo do estado e do governo federal sobre o caso. Witzel afirmou que esteve em contato com o ministro da Justiça, Sergio Moro, com quem teria discutido a aproximação entre as polícias Militar e Federal. O governador também relatou ter conversado com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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Segurança Pública

Wilson Witzel aproveitou a ocasião para demonstrar seu apoio ao pacote anticrime, do ministro Sergio Moro. Ele também defendeu a proposta de excludente de ilicitude, pois, em sua opinião, pode esclarecer ainda mais a atuação dos juízes.

O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Vinícius Braga, afirmou que "não tem momento melhor na segurança pública". Ele negou que as mortes de inocentes que têm ocorrido no estado não são consequência da política de sergurança. "A gente está no caminho certo e a gente vai até o final assim", disse Braga.