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Procuradora entende que líder do MDB no Senado usou verbas federais para se beneficiar e, portanto, não pode ser investigado por um órgão estadual

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Eduardo Braga é acusado de se beneficiar de desvios nas obras da Arena Amazônia


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entrou com um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal contestando a decisão da Corte em enviar a investigação contra o senador Eduardo Braga (MDB-AM) para a Justiça Estadual do Amazonas. No recurso, Dodge defende que o político se beneficiou de verbas federais e, portanto, deve ser investigado no âmbito federal.

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Atual líder do MDB no Senado, Eduardo Braga foi citado em delação premiada como um dos beneficiados de desvios de verbas na construção da Arena Amazônia, em Manaus, em 2010. Na época, o emedebista era governador do Amazonas.

No último mês, o ministro Ricardo Lewandowski entendeu que não houve prejuízo à União e, portanto, encaminhou o caso para a Justiça Estadual do Amazonas, responsável pelas investigações de crimes cometidos pelos governadores. Dodge , porém, contesta a decisão, entendendo que, se o recurso saia do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), lesou o País.

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Além de Braga, o também senador pelo Amazonas , Omar Aziz (PSD), também foi citado na delação.

Construída para a Copa do Mundo, a Arena Amazônia custou R$ 669,5 milhões. Em 2012, o Tribunal de Contas da União identificou um superfaturamento de R$ 86, 5 milhões nas obras. Na época em que o contrato foi assinado, Eduardo Braga era governador do Estado.