Tamanho do texto

Além de amigos e familiares, velório contou com presença de políticos como Alckmin, Fernando Henrique, Paulo Skaf, Suplicy e Bruno Covas

velório do ex-governador Alberto Goldman arrow-options
Paulo Guereta/Photo Premium/Agência O Globo
Ex-governador Alberto Goldman é velado na Assembleia Legislativa de São Paulo

O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB),  morto no último domingo (1º) aos 81 anos, foi velado nesta segunda-feira (2) na Assembleia Legislativa do estado, a Alesp .

Goldman estava internado no Hospital Sírio Libanês desde o dia 19, quando passou mal e foi submetido a uma cirurgia no cérebro. Um exame de tomografia constatou sangramento. O político se tratava de um câncer neuroendócrino na região cervical.

Além de amigos e familiares, a solenidade teve a presença de diversos políticos e pessoas públicas, em especial do alto escalão do PSDB, partido do qual Goldman foi presidente em 2017. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que Goldman foi "útil ao Brasil".

"Ele lutou contra um regime autoritário e não era fechado. Era músico também, fazia parte da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo). Um homem de cultura. E sempre teve desprendimento das coisas pessoais. Nunca enriqueceu na política e isso é bom", declarou FHC.

Leia também: Haddad venceria Bolsonaro com 42% se eleição fosse hoje, aponta Datafolha

O ex-senador Eduardo Suplicy (PT) também esteve presente. Ele lembrou da afinidade com Goldman durante a luta contra a ditadura militar e elogiou a postura moderada do tucano.

"Eu acho que ele tinha uma voz de bom senso e de promoção do diálogo. Nós estamos vendo situações que levam a atitudes de ódio que não combinam com o que nós, brasileiros, desejamos. E o Alberto Goldman estava dentre aqueles que gostariam sempre de colaborar para um Brasil justo, civilizado e fraterno. E por isso eu estou aqui", disse Suplicy.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, foi outro a prestar solenidade a Goldman. "O governador Goldman, durante a vida dele, deu exemplo de espírito público. Uma pessoa honesta, correta, que pensava no Brasil, em São Paulo. Eu o conheci de uma forma mais profunda nos últimos anos. Era bom para conversar e sempre se preocupando com a questão do Estado, do Brasil. A política brasileira perde com a falta de Alberto Goldman", disse.

Leia também: Com popularidade em queda, Bolsonaro tem 38% de reprovação, diz Datafolha

O velório começou às 8h e deve se estender até o começo da tarde, quando o corpo de Goldman será enterrado no bairro do Butantã.