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Maurício Norambuena cumpria pena no Brasil por ter sequestrado Washington Olivetto, que ficou 53 dias em cativeiro na época; entenda

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Reprodução
Maurício Norambuena

O presidente Jair Bolsonaro decidiu extraditar o chileno Maurício Hernandez Norambuena nos próximos dias. Ele cumpria pena no Brasil por ter sequestrado o publicitário Washington Olivetto, em 2001. As informações são da Folha de S.Paulo  e foram confirmadas pelo Ministério da Justiça. 

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Na época, o publicitário ficou 53 dias em cativeiro. Norambuena foi o líder do sequestro e ficou 16 anos em regime de isolamento no sistema penitenciário federal. O governo chileno pede que ele seja extraditado desde então. Nesta semana, a defesa entrou com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para que isso não ocorra enquanto as condições não forem esclarecidas.

No começo desse ano, Norambuena havia sido transferido para Avaré, no interior de São Paulo, e neste fim de semana foi transferido em sigilo para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. De acordo com o jornal, nem a família e nem a advogada do preso sabiam da mudança. 

O STF chegou a autorizar a extradição na época em que o chileno foi preso, mas apenas se a Justiça seguisse as regras brasileiras, reduzindo a pena para no máximo 30 anos. O governo do Chile, no entanto, não aceitou as condições na época. Agora, o presidente Sebastian Piñera teria se comprometido a não impor prisão perpétua ou pena de morte. 

Norambuena é ex-militante da Frente Patriótica Manuel Rodríguez e já havia sido preso no Chile em 1990, mas conseguiu fugir do presídio de segurança máxima usando um helicóptero. Ele foi condenado a dupla prisão perpétua no país por ser o mentor intelectual do assassinato do senador Jaime Guzmán, ligado ao ditador Augusto Pinochet, e por ter participado do sequestro do herdeiro Cristian Edwards, do jornal El Mercúrio.