Tamanho do texto

Marcelo Álvaro Antônio enfrenta denúncias de ter se beneficiado de candidaturas laranja do PSL em Minas Gerais

Marcelo Álvaro Antônio com Bolsonaro arrow-options
Isac Nóbrega/PR - 30.5.19
Ministro do Turismo pediu licença do cargo


O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio — assim como fez o ministro da Justiça , Sergio Moro — vai se afastar do cargo por uma semana para "tratar de assuntos particulares".  Suspeito de participar de um esquema de candidaturas laranja dentro do PSL, partido dele e do presidente Jair Bolsonaro, Álvaro Antônio ficará fora do ministério até a próxima sexta-feira (26).

Leia também: Juiz nega ação popular para afastar ministro do Turismo do cargo

De acordo com nota divulgada pelo ministério, o ministro do Turismo retorna ao posto no dia 29 deste mês, antes da data marcada para prestar esclarecimentos sobre as suspeitas de envolvimento nos escândalos dos laranjas do PSL em uma das comissões do Senado, no dia 6 de agosto.

A audiência vai acontecer na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. Álvaro Antônio se antecipou a uma possível aprovação de um requerimento de convocação.

Leia também: 'Consciência 100% tranquila', diz ministro do Turismo sobre investigação

Além de Mateus Von Rondon, o assessor do ministro, foram presos no fim de junho Roberto Silva Soares, um dos coordenadores da campanha de Álvaro Antônio a deputado federal, e Haissander Souza de Paula, ex-assessor do ministro na Câmara dos Deputados. Os três já foram soltos.

Os investigadores suspeitam que o ministro do Turismo tenha liderado, em Minas Gerais, um esquema em que mulheres apresentariam candidaturas-laranja pelo PSL com o objetivo de cumprir a cota mínima de candidatas femininas, mas sem concorrer efetivamente. Os recursos públicos para a campanha seriam desviados por meio de gastos com gráficas e outras empresas ligadas ao ministro.