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Dono de plataforma espanhola confirmou que empresas brasileiras pagavam para enviar mensagens a favor do presidente; ação configura crime eleitoral

Bolsonaro no celular
Reprodução
Empresas contratavam plataforma para disparar mensagens a favor de Bolsonaro

Uma reportagem do jornal  Folha de S.Paulo revelou, nesta terça-feira (18), que uma plataforma espanhola foi contratada para disparar mensagens favoráveis ao então candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, pelo WhatsApp durante a campanha eleitoral. Logo após a publicação, o presidente comentou a notícia e afirmou que também houve mensagens contrárias. 

O jornal conseguiu acesso a gravações em que o dono da plataforma Enviawhatsapps, Luis Novoa, conta que empresas brasileiras de diferentes setores teriam comprado o software desenvolvido por ele para disparar mensagens em massa a favor de Bolsonaro .

Se confirmada, a iniciativa configura como crime eleitoral, visto que a doação de empresas para campanhas políticas é proibida no Brasil. Além disso, ações não declaradas de pessoas físicas também são ilegais no País.

Ainda de acordo com a Folha , ao ser questionado sobre o assunto nesta manhã, após uma cerimônia de hasteamento da bandeira nacional, o presidente afirmou: "Teve milhões de mensagens a favor da minha campanha, e talvez alguns milhões contra também”. Bolsonaro também disse ser totalmente favorável à liberdade de imprensa. “Não tem que ter limite, porque você nunca sabe qual o limite", completou. 

Sem explicar a que estava se referindo, o presidente afirmou que "estão querendo inventar o crime de ódio" no Brasil e afirmou que vai vetar qualquer projeto de "criminalização da questão do ódio na internet" que chegar a sua mesa. 

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Bolsonaro ainda culpou a esquerda por "pregar isso daí o tempo todo". "Vê o passado, o que essas ideologias fizeram no mundo, matando milhões, torturando, tolhendo liberdades. Isso não vai ser instrumento para a esquerda calar a boca dos outros. Se chegar na minha mesa, será vetado", concluiu.