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Em vídeo ao vivo na internet, presidente não comentou demissão de general Santos Cruz e caso de vazamentos de mensagens que envolvem Moro

Bolsonaro dando entrevista
Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro fez uma rápida live no Facebook em que defendeu decreto das armas


O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o texto do decreto que flexibiliza o porte de armas, mas admitiu dificuldades de aprovação do excludente de ilícitude — que é uma espécie de autorização do estado para que um policial possa matar em serviço.

 As declarações de Bolsonaro foram feitas nas chamadas lives no Facebook, transmissões ao vivo em vídeo que o presidente faz as quinta-feiras para divulgar as realizações de sua gestão.

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Em clima de descontração ao lado dos deputados pastor Marco Feliciano (Podemos) e delegado Eder Mauro (PSD-PA), o presidente não fez comentários sobre a demissão do general Santos Cruz , da secretaria de Governo, ocorrida poucas horas antes. O presidente também não falou sobre o caso que envolve o ministro Sergio Moro, que está no centro de uma polêmica sobre vazamentos de mensagens de celular, que podem colocar em xeque sua imparcialidade na condução de processos da Lava-Jato entre 2014 e 2018, quando atuou como juiz da ação. 

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O presidente comentou as derrotas sofridas por seu governo na última quarta-feira (12), quando a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou um projeto de decreto legislativo que susta os efeitos do decreto.

"A mídia de hoje estava dizendo que o meu governo sofreu tripla derrota. Quem tá perdendo não sou eu não. Eu tenho porte de armas. Sou capitão do exército. Quem tá perdendo é o povo", disse.

O presidente admitiu que será difícil aprovar a medida que prevê o chamado excludente de licitude.

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"Vai ser muito difícil de ser aprovado. Se você atirar em alguém que entrou na sua casa, se der um ou 15 tiros no invasor, não tem nada a ver com isso", afirmou Bolsonaro .