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Ex-ministro tentou conseguir prescrição de pena em sua 2ª condenação na Lava Jato, mas TRF-4 negou o pedido; ele deve ficar preso em Curitiba

José Dirceu
Marcelo Camargo/ABr
José Dirceu irá se entregar, diz advogado após tribunal negar recurso

O advogado Roberto Podval, que defende o ex-ministro José Dirceu, afirmou que o petista irá se entregar às autoridades, após o  Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negar um pedido de prescrição de pena em sua segunda condenação na Lava Jato, a uma pena de 8 anos e dez meses de prisão, nesta quinta-feira (16). Dirceu está solto de julho do ano passado.

O TRF-4 decretou "imediato ofício para início do cumprimento da pena ao juízo de primeiro grau". A prisão deve se dar em Curitiba, onde correm os processos referentes à Lava Jato. Ainda cabe recurso por parte da defesa de José Dirceu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

O irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, e os sócios da construtora Credencial, Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo, são réus na mesma ação penal e também tiveram os embargos declaratórios negados. Em defesa de Dirceu, advogados argumentaram, inclusive, o fato de o ex-ministro ter 70 anos de idade.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), o petista é acusado de receber propina em um contrato superfaturado da Petrobras com a empresa Apolo Tubulars, fornecedora de tubos para a estatal, entre 2009 e 2012.

Parte dos valores, que chegaram a R$ 7.147.425,70, foram repassados a Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, e parte a Dirceu. Para disfarçar o caminho do dinheiro, José Dirceu e seu irmão usaram, segundo a denúncia, a empresa construtora Credencial para receber valor de cerca de R$ 700 mil, tendo o restante sido usado em despesas com o uso de aeronaves em mais de 100 vôos feitos pelo ex-ministro.