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Coronel Tadeu (PSL-SP) é ex-PM e acusou ex-governador de São Paulo de agir contra os policiais; relatoria do processo deve ficar com PT ou PCdoB

Deputado Coronel Tadeu chamou Alckmin de
Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Deputado Coronel Tadeu chamou Alckmin de "assassino"


O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados instaurou, na tarde desta quarta-feira (15) , um processo contra o deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP). Em março deste ano, em discurso na casa, ele chamou o ex-governador Geraldo Alckmin de "assassino de policiais" e o acusou de ter feito um acordo com uma facção criminosa de São Paulo. 

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A quebra de decoro parlamentar pode levar, em último caso, à cassação do mandato. O processo foi aberto a pedido do PSDB, partido de Geraldo Alckmin , e três deputados foram sorteados como possíveis relatores: Rosa Neide (PT-MT), Célio Moura (PT-TO) e Márcio Jerry (PCdoB-MA).

Coronel Tadeu é ex- policial militar. Procurado, disse que não planeja pedir desculpas, mas já conversou com deputados do PSDB para esclarecer sua posição após o ocorrido.

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"Não fiz campanha por dois anos e venci a eleição para agora, que tenho imunidade parlamentar, não poder falar o que eu penso", disse.

O presidente do Conselho, Juscelino Fiho (DEM-MA), irá escolher o relator entre os três sorteados. No processo, Tadeu terá direito a se defender da acusação contra Alckmin . Para a apuração dos fatos, há prazo de trinta dias a partir de quando é escolhido o relator.