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Em café com jornalistas nesta sexta, presidente disse que o ministro "não está dando certo" no cargo e que deve bater o martelo na próxima semana

Ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez
Divulgação/MEC
Ministro da Educação foi o que mais gastou com diárias e auxílio-mudança

Após Jair Bolsonaro afirmar que Ricardo Vélez Rodríguez  "não está dando certo" no cargo, o ministro da Educação disse, no fórum empresarial Lide, em Campos do Jordão, que não falou com o presidente sobre uma possível demissão e que não vai entregar o cargo. 

A declaração de Bolsonaro foi dada em um café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira (5). Embora não tenha confirmado a decisão de demití-lo, o presidente indicou que, na semana que vem, deve bater o martelo sobre o destino do ministro. "Está bastante claro que não está dando certo o ministro Vélez . Na segunda-feira, vamos tirar a aliança da mão direita, ou vai para a esquerda ou vai para a gaveta", disse.

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Hoje, o MEC enfrenta uma crise pautada em uma série de demissões e de problemas administrativos. Por enquanto, pelo menos 16 pessoas do alto escalão já foram demitidas da pasta em menos de três meses de gestão. Tal crise emperra programas importantes da pasta.

Frente a rumores de que demitiria o ministro, há alguns dias, o presidente Jair Bolsonaro foi às redes sociais negar a informação. O capitão reformado ainda fez questão de atacar a mídia por supostamente espalhar notícias falsas sobre o governo. 

"Sofro fake news diárias como esse caso da 'demissão' do ministro Vélez", escreveu  Bolsonaro , que ainda afirmou que veículos de imprensa "criam narrativas" com a intenção de desgastar o governo. A informação de que o presidente já havia optado pela exoneração veio da jornalista e comentarista política Eliane Cantanhêde, da GloboNews.

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Na ocasião, quem também foi às redes sociais para atacar os jornalistas foi o próprio  Vélez . Após replicar a postagem de Bolsonaro no Twitter, o ministro fez uma acusação contra a classe. "O jornalismo brasileiro se põe raivoso por estar, pela primeira vez, sem poder barganhar às custas de trocas de favores. Meu compromisso é com os brasileiros e seus representantes. Os veículos que busquem outras fontes de financiamento", escreveu o ministro.



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