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Presidente passou por procedimento para retirada da bolsa de colostomia e reconstrução do trânsito intestinal na manhã da última segunda-feira

Jair Bolsonaro está
Reprodução/Twitter
Jair Bolsonaro está "clinicamente estável", diz equipe médica

O presidente Jair Bolsonaro passará a terça-feira (29) sob observação médica e em repouso, após passar por uma cirurgia no Hospital Albert Einstein. De acordo com o último boletim médico, ele está  "clinicamente estável, consciente, sem dor, recebendo medidas de suporte clínico, prevenção de infecção e de trombose venosa profunda". 

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Por 48 horas, Bolsonaro deverá descansar, de acordo com as ordens médicas. Nesse período, o vice-presidente, Hamilton Mourão, assume o exercício da Presidência da República. Ele conduzirá hoje uma reunião ministerial que tratará sobre a tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com o boletim, médico, divulgado às 10h desta terça, o presidente "apresenta boa evolução clínico-cirúrgica". Ainda segundo o documento, a alimentação oral será avaliada diariamente. Bolsonaro segue na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e ainda não pode receber visitas.

Já no período da tarde, porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, deu uma nova atualização, dizendo que o presidente se recupera bem, já está sentado e tem tudo para retomar o trabalho no final da manhã de quarta-feira.

A operação pela qual o presidente passou na manhã desta segunda-feira (28) foi para reconstruir o trânsito intestinal e extensa lise de aderências decorrentes das duas cirurgias anteriores, conforme o boletim. Durante o ato cirúrgico, foi feita uma união do intestino delgado com o intestino grosso, segundo o hospital. A bolsa de colostomia que Bolsonaro utilizava também foi retirada.

Essa foi a terceira cirurgia do presidente nos últimos quatro meses, desde o ataque a faca que sofreu quando participava de um comício em Juiz de Fora, Minas Gerais. O presidente foi às redes sociais, agradeceu a equipe médica e garantiu que está bem. Foram tempos difíceis, consequência de uma tentativa de assassinato que visava destruir não só a mim, mas a esperança de muitos brasileiros num futuro melhor. Agradeço a Deus por estar vivo, aos profissionais que cuidaram de mim até aqui e a todos vocês pelas orações! Estou bem.", escreveu.

Rego Barros disse que durante a cirurgia não houve intercorrências nem necessidade de transfusão de sangue. A operação começou por volta das 7h e terminou em torno das 15h30. Barros explicou a demora no procedimento, que era previsto para durar entre três e quatro horas, e parabenizou os médicos.

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"Particularmente porque o presidente possuía, em razão das duas outras cirurgias, uma quantidade muito grande de aderências. Essas aderências exigiram do corpo médico uma verdadeira obra de arte em relação à cirurgia", disse o porta-voz.

A previsão é que o presidente da República tenha alta médica em cerca de dez dias. No entanto, passadas 48h da operação, Bolsonaro volta a assumir o cargo. A equipe do Palácio do Planalto montou um "gabinete móvel" para que o presidente possa fazer despachos durante o período de internação.

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