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Petistas também querem que Dodge dê suporte ao Ministério Público do Rio, inclusive com a instituição de uma força-tarefa para fortalecer a investigação

Gleisi Hoffmann e Paulo Pimenta entraram com representação na PRG contra a suspensão do caso Queiroz
Claudio Kbene
Gleisi Hoffmann e Paulo Pimenta entraram com representação na PRG contra a suspensão do caso Queiroz

O Partido dos Trabalhadores (PT) pediu, nesta sexta-feira (18), uma manifestação imediata da Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sobre a suspensão das investigações criminais contra Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro. A representação sobre o caso Queiroz é assinada pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS).

Os parlamentares petistas também querem que Dodge dê suporte ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), que apura o caso Queiroz , inclusive com a instituição de uma força-tarefa para fortalecer a investigação, com atuação dos órgãos federais: receita federal e COAF.

Na quinta-feira (17),  inquérito foi suspenso de forma liminar pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), . O juiz acatou um pedido de Flávio Bolsonaro para paralisar as investigações sobre a movimentação financeira incompatível com o rendimento do seu ex-motorista. Por ter sido eleito senador e entender ter direito a foro privilegiado, Flávio pediu que as investigações fiquem sob responsabilidade do STF e que as provas coletadas até aqui sejam anuladas.

De acordo com o PT, o pedido feito pelo senador eleito é questionável já que em maio do ano passado o Supremo alterou as regras de foro privilegiado. Isso restringiu o foro aos atos cometidos durante o mandato e em razão do cargo. Além disso, Flávio Bolsonaro somente toma posse como senador no dia 1º de fevereiro.

“Diante do que se consolidou na Corte, parece óbvio que o senador eleito Flávio Bolsonaro está tentando se valer de prerrogativas constitucionais, e da força do governo recém-eleito, para ‘blindar’ seu ex-funcionário e a si mesmo de qualquer investigação. Manobra que, caso levada a efeito, prejudica todo o trabalho realizado pelo Minsitério Público do Estado do Rio de Janeiro e impossibilita que a verdade dos fatos apareça”, dizem Gleisi e Pimenta.

O caso Queiroz veio à tona por meio do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O órgão apontou movimentação de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária de Queiroz durante um ano sem que houvesse esclarecimento. Apesar da decisão de Fux, o ministro Marco Aurélio, relator do pedido de Flávio Bolsonaro, já sinalizou que  deve negar a reclamação feita pelo senador eleito.

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