“Estado é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã”, diz Damares Alves

Pastora evangélica afirmou que vai usar os princípios familiares como mote para trazer direitos humanos a todos os brasileiros, sem qualquer exclusão

Damares Alves defendeu a família no discurso de sua posse como ministra
Foto: Rafael Carvalho/Governo de Transição
Damares Alves defendeu a família no discurso de sua posse como ministra


Nova ministra dos Direitos Humanos, da Família e dos Direitos da Mulher, Damares Alves fez questão de ressaltar que não mudará o seu posicionamento sobre religião com o cargo. Empossada nesta quarta-feira (2), a ministra ressaltou que o Brasil é um país laico, mas ela é evangélica, cristã e preocupada com a família.

Leia também: Bolsonaro defende Damares após ministra dizer que viu Jesus ao lado da goiabeira

“O Estado é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã. Todas as políticas públicas neste país terão que ser construídas com base na família. A família vai ser considerada em todas as políticas públicas”, disse Damares Alves .

Pastora evangélica e advogada, Damares promete lutar pelos direitos das mulheres e de todos os brasileiros através dos exemplos familiares. Segundo ela, a família é a base de tudo e, se o Brasil conseguir caminhar sob esses princípios, será um País de mais amor e igualdade. A nova ministra declarou que gostaria que o ministério chamasse “Ministério da Vida e Alegria”.

"Neste governo, menina será princesa e menino será príncipe. Está dado o recado. Ninguém vai nos impedir de chamar nosssas meninas de princesas e nossos meninos de príncipes", afirmou.

Leia também: No lugar da Funai, Ministério da Agricultura responderá por terras indígenas

Ainda que a pasta de Damares trate do direito do índio, nesta quarta-feira o presidente Jair Bolsonaro decidiu transferir a Funai (Fundação Nacional do Índio) para o Ministério da Agricultura. Na visão da ministra, a defesa do povo indígena continuará existindo e todos serão tratados de forma igual.

“Minha pasta vai abordar o direito do índio, da mulher, do homem, do idoso, da criança, enfim, de toda a família brasileira . O objetivo e trazer mais vida e alegria para todos”, acrescentou.

Ex-assessora parlamentar do senador Magno Malta, a ministra dos Direitos Humanos foi uma das últimas escolhas de Jair Bolsonaro. O nome veio para agradar a bancada evangélica do Congresso, que estava cobrando um representante desde que o presidente desistiu de indicar o próprio Malta a um ministério.

Leia também: "Tem como explorar", diz Bolsonaro sobre reserva indígena Raposa Serra do Sol

Damares Alves também ficou marcada por um discurso que deu durante um culto, afirmando que sido salva de um suicídio por Jesus, que veio em direção a ela no momento em que tomaria um veneno.