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Maria Hilda Marsiaj Pinto será responsável por um dos órgãos mais importantes do Ministério da Justiça; ex-juiz também comentou caso Battisti

Sérgio Moro informou que a coordenação que trata dos registros sindicais será vinculada à Senajus no próximo governo
Rafael Carvalho/Governo de Transição
Sérgio Moro informou que a coordenação que trata dos registros sindicais será vinculada à Senajus no próximo governo

O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública , Sérgio Moro, anunciou nesta segunda-feira (17) a indicação da subprocuradora-geral da República Maria Hilda Marsiaj Pinto para a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), um dos órgãos mais importantes da pasta.

Assim como Sérgio Moro , que teve que abrir mão da carreira de juiz federal, Maria Hilda terá que ser exonerada do cargo de subprocuradora-geral do Ministério Público Federal (MPF) para poder assumir a Senajus.

"É uma pessoa absolutamente preparada e vem a somar", afirmou Moro, que também destacou que a indicada tem "independência, integridade e eficiência" para a função. No âmbito na Senajus, estão órgãos como Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica (DRCI), a área que trata de imigrações, e o Departamento de Políticas do Judiciário, que orienta o presidente da República nas nomeações de magistrados para os tribunais federais e superiores. 

Moro também informou que a coordenação que trata dos registros sindicais será vinculada à Senajus no próximo governo. "Foi transferida essa coordenação de registro sindical, a pedido do governo que foi eleito, com a expectativa de reduzir problemas de corrupção nessa área, que tem sido verificada nos últimos anos", afirmou.

Durante a entrevista coletiva em que anunciou Maria hilda, o ex-juiz federal afirmou que o asilo concedido ao italiano Cesare Battisti em 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se deu por motivações político-partidárias.

"Os países têm que cooperar entre eles contra a criminalidade.  Battisti foi condenado e não cabe ao Brasil ficar avaliando ou não o mérito da condenação. O asilo foi concedido por motivações político-partidárias e em boa hora isso foi revisto", afirmou.

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Na ocasião, o futuro ministro ainda afirmou que a decisão do presidente Michel Temer de assinar o decreto para extraditar o ex-guerrilheiro condenado à prisão perpétua na Itália foi totalmente "acertada". "Não se pode tratar a cooperação jurídica internacional por critérios político-partidários, a decisão é acertada. Lamentavelmente essa pessoa se encontra foragida", finalizou Sérgio Moro .

* Com informações da Agência Brasil e Ansa

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