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Sessão extraordinária nesta quarta-feira decidiu, por unanimidade, que seis deputados estaduais do Rio de Janeiro vão seguir na cadeia, dessa vez com mandatos de prisão preventiva

Nove deputados do Rio de Janeiro envolvidos na Operação Furna da Onça vão seguir presos preventivamente
Divulgação/Alerj
Nove deputados do Rio de Janeiro envolvidos na Operação Furna da Onça vão seguir presos preventivamente


O Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu, de forma unânime, em sessão extraordinária nesta quarta-feira, acatar a decisão do desembargador Abel Gomes que converteu as prisões de seis deputados do Rio de Janeiro de temporária para preventiva. Todos estão envolvidos em acusações na Operação Furna da Onça da Polícia Federal, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro na Alerj.

A decisão afeta os deputados do Rio de Janeiro (em ordem alfabética) André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcos Vinícius Neskau (PTB). 

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Outros três deputados já estavam com prisões preventivas decretadas por envolvimento na Operação Cadeia Velha: Jorge Picciani (MDB), ex-presidente da Alerj, Edson Albertassi (MDB) e Paulo Melo (MDB).

Com a decisão, nove deputados da Alerj ficaram presos por tempo indeterminado. Antes, com a prisão temporária, eles ficariam detidos por no máximo cinco dias. O motivo da ampliação do tempo sob cárcere é de que os parlamentares “cometeram graves crimes e tentaram destruir as provas”, conforme acusou o Ministério Público Federal (MPF) no último domingo (11).

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O deputado Marcelo Simão (PP) poderá seguir em liberdade, porém está impossibilitado de frequentar a Alerj, bem como de deixar o País. Por conta disso, ele precisa entregar o seu passaporte à Justiça.

Os desembargadores entenderam que, diferente de seus companheiros de Assembleia, Simão “não tentou destruir ou provas e não se recusou a colaborar durante as investigações”.

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Todos os deputados do Rio de Janeiro presos na Operação Furna da Onça são suspeitos de esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos durante o governo de Sérgio Cabral. O ex-governador do estado está encarcerado em Bangu e já soma uma pena de 183 anos de prisão, acusado, entre outras coisas, de pagamento de propina aos parlamentares da Alerj.  

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