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Presidente diz ter orgulho de gestão e afirma que o que fez ao País "foi coisa que não se fez nos últimos 15 anos"; "não conseguiram me derrubar", declara

Temer afirmou que pensou em se candidatar a reeleição, mas desistiu para não 'colocar em risco'  a sua reputação; entenda
Foto: Isaac Nóbrega/PR
Temer afirmou que pensou em se candidatar a reeleição, mas desistiu para não 'colocar em risco' a sua reputação; entenda

O presidente Michel Temer (MDB) afirmou, nessa quinta-feira (8), em entrevista ao programa Bastidores do Poder da Rádio Bandeirantes que o movimento "Fica Temer" é uma forma de reconhecimento da população sobre o seu governo. A manifestação circulou nas redes sociais, inclusive com o símbolo da hashtag, a partir do segundo turno das eleições e continuou após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL).  

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"É até uma coisa simpática e eu vi que se alastrou”, disse Temer sobre a manifestação na internet.  “Ao longo desses dois anos e meio não houve um movimento, a não ser aquele que tentava derrubar o governo, dizendo ‘o Temer não pode ficar’", disse, se referindo ao #ForaTemer, levantado pela oposição. 

O presidente declarou que, durante seu governo, foi "bombardeado" pela oposição e se tornou alvo de tentativas de derrubá-lo da Presidência do País . “A trama toda foi montada precisamente em torno da questão da Previdência. Queriam impedir, de qualquer maneira, que se votasse a reforma e, como eu insisti, houve uma trama indecente para que eu ficasse desmoralizado. Mas não conseguiram me derrubar” afirmou. 

Temer ainda disse que tem orgulho da sua gestão durante os dois anos e meio de governo e que o País avançou. “O que se fez nesse País ao longo destes dois anos e meio foi coisa que não se fez nos últimos 15 anos. Tenho orgulho de ter feito isso”, disse. 

Na última pesquisa do Ibope , divulgada no dia 15 de outubro, 74% da população considerou o governo do presidente Michel Temer como "ruim ou péssimo". Em outra pesquisa, divulgada em junho, o índice chegou a 79%, a pior desaprovação de um presidente desde 1986. 

Na entrevista, o presidente disse que pensou em se candidatar a reeleição, mas desistiu para preservar a sua reputação. “Pensei em me candidatar, mas analisei e concluí que seria um bombardeio irracional e eu não podia colocar em risco a minha reputação. Resolvi desistir. Acho que já fiz o que tinha que fazer na vida pública” afirmou. 

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Ao deixar a Presidência, Temer perde o direito ao foro privilegiado, poderá ser julgado em primeira instância e as denúncias feitas pelo ex procurador geral da República, Rodrigo Janot, contra ele podem ter andamento. 

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