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Atual governador supera senador João Capiberibe (PSB), que obteve 47,65% dos votos válidos neste domingo após imbróglio na sua candidatura. Veja

Waldez é reeleito governador do Amapá superando João Capiberibe
Divulgação
Waldez é reeleito governador do Amapá superando João Capiberibe

Waldez é reeleito governador do Amapá. O pedetista obteve 191.741 votos (52,35% dos votos válidos) neste domingo (28) e conseguiu derrotar o senador pelo mesmo estado João Capiberibe (PSB) no segundo turno  após um imbróglio judicial que quase o impediu de disputar as eleições.

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Waldez foi eleito governador e irá ocupar o Palácio do Setentrião por mais quatro anos. Ele venceu seu adversário que obteve 174.540 votos, 47,65% da preferência do eleitorado amapense. Brancos e nulos somaram 28.422 (7,20%) votos neste segundo turno.

Waldez foi deputado estadual de 1995 a 1999. Concorreu à prefeitura de Macapá em 1996, mas perdeu para Aníbal Barcelos. Em 1998, o governador reeleito concorreu pela primeira vez a governador (mas perdeu) para o mesmo adversário de hoje: João Capiberibe.

Em 2002, no entanto, Waldez foi eleito governador do estado do Amapá pela primeira vez e reeleito em 2006, já no primeiro turno. Deixou, no entanto, o governo do estado no dia 4 de abril de 2010 para concorrer nas eleições ao cargo de senador, deixando no cargo o vice-governador, Pedro Paulo Dias.

Agora, após ser eleito novamente em 2014, acaba de ser reeleito novamente.

No total, mais de 358 mil eleitores participaram da votação em todo o Estado neste domingo, número que equivale a 77% das mais de 386 mil pessoas aptas a votar no estado do Amapá .

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Os desafios de Waldez, reeleito governador do Amapá

Palácio do Setentrião, sede do governo estadual, deverá virar residência de João Capiberibe (PSB), o Capi, eleito governador do Amapá pela terceira vez
Levy Headbanger
Palácio do Setentrião, sede do governo estadual, deverá virar residência de João Capiberibe (PSB), o Capi, eleito governador do Amapá pela terceira vez

O novo governador do Amapá terá que encarar os problemas de um estado com o mais alto percentual de desempregados do País. No primeiro trimestre deste ano, 13,2% da população estava procurando emprego.

Isso também se reflete no percentual que cada setor contribui para o PIB do Estado. O serviço público cresceu consideravelmente nas últimas décadas e é o setor que mais contribui para a economia do estado, com participação de 44% do PIB. Comércio e serviços também têm forte participação e, juntos, representam 42% da atividade econômica.

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Dessa forma, a economia do Amapá depende fortemente do setor público que, impactado pela crise dos dois últimos anos, resultou em forte queda, por exemplo, nas vendas de veículos. Apesar de já ser a menor frota automotiva do País, de acordo com o levantamento mais recente do IBGE, entre 2015 e 2016, houve queda de 60% nas vendas, o que representa em torno de 6 mil veículos a menos em circulação. Contudo, é possível perceber a retomada da economia do estado em proporção acima da média nacional.

Já em relação ao meio ambiente, o Amapá é um dos mais preservados estados do Brasil, com mais de 72% de seu território destinado a áreas protegidas, o que inclui unidades de conservação federais e estaduais, além de terras indígenas. No entanto, apenas 80% da população amapaense é atendida com coleta de lixo, só 11% contam com rede de esgoto e pouco mais da metade têm acesso à água encanada.

Na educação, no entanto, o Amapá vai relavatimente bem. O estado alcançou a mais baixa taxa de analfabetismo das regiões Norte e Nordeste (5%) e conta com o maior percentual de pessoas a partir de 25 anos com mais anos de estudo: 9,9%, empatado com Roraima.

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No entanto, na área da segurança pública,  Waldez, reeleito governador do Amapá , terá que encarar as consequência de um estado muito violento. Isso porque, segundo o Mapa da Violência 2018, o Amapá conta uma taxa de 48,7 homicídios para cada 100 mil habitantes, tornando o Estado o segundo mais violento da região Norte, atrás apenas do Pará.