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Candidato do PSL não foi a eventos públicos de campanha desde que sofreu um ataque a faca em Juiz de Fora; ele só recebe convidados em casa, na Barra

A segurança na casa de Bolsonaro agora conta com equipamentos de uso militar, como uma tela de camuflagem
Tânia Rêgo/Agência Brasil
A segurança na casa de Bolsonaro agora conta com equipamentos de uso militar, como uma tela de camuflagem

Faltam apenas três dias para o segundo turno das eleições presidenciais de 2018. Frente a essa reta final do período de campanha, a equipe de Jair Bolsonaro (PSL) reforçou o esquema de segurança na residência do candidato, no Rio de Janeiro – que está recluso desde que teve alta hospitalar, após um ataque a faca em Juiz de Fora, em Minas. A segurança na casa de Bolsonaro agora conta com equipamentos de uso militar.

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De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo , uma rede de camuflagem usada em matas está servindo para reforçar a segurança na casa de Bolsonaro e foi instalada na área externa da residência. Essa tela, que simula folhagem verde e marrom, serve para reduzir o campo visual do que se passa na área do imóvel.

Em casa, Jair Bolsonaro tem recebido correligionários e apoiadores, além de ter concedido entrevistas. A agenda oficial do candidato não costuma ser divulgada por sua assessoria. Mas, depois que os encontros acontecem, o peeseelista publica, geralmente, um pequeno resumo do dia em suas redes sociais. 

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O quintal do presidenciável, na Barra da Tijuca, é fechado por uma cerca viva, formada por árvores. A casa de Bolsonaro não tem muros. Apesar disso, os fundos da casa dão para uma rua interna do condomínio de alto padrão na zona oeste do Rio, que já possui o seu próprio esquema de segurança.

Nos encontros e nas entrevistas que conceder, Bolsonaro tem sido orientado a permanecer atrás dessa camuflagem, sem circular pela área descoberta da casa, um terreno onde estaria mais exposto ao olhar externo.

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Ainda segundo o jornal, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, afirmou que a campanha recebeu informes de inteligência que recomendavam reforçar a segurança na casa de Bolsonaro na reta final da campanha. Porém, nenhuma ameaça chegou a ser detalhada. No decorrer da campanha, a escolta do candidato passou de 25 para 30 agentes da Polícia Federal.