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Arquivo pessoal/Carlos Bolsonaro
Campanha de Bolsonaro pode ter cometido fraude na contratação de empresa de vídeo

Em prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (PSL), o diretório da chapa presidencial de Jair Bolsonaro (PSL) declarou ter pagado R$ 240 mil à produtora de vídeo Mosqueteiros Filmes LTDA. O montante, que representa 20% do que foi gasto pela campanha de Bolsonaro até aqui, no entanto, foi destinado para uma produtora que só existe no papel.

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Jornalistas da revista Época visitaram o local onde funcionaria, conforme declarou a própria campanha de Bolsonaro , a Mosqueteiro Filmes. Lá, encontraram uma casa vazia há mais de dois anos. O suposto empreendimento fica em Petrolina, Pernambuco.

A empresa foi contratada para gerenciar as redes sociais e os vídeos da campanha presidencial. De acordo com a Época , o trabalho é feito, na verdade, por funcionários de outra empresa cujo um dos sócios é parente dos supostos donos da Mosqueteiro.

Para os advogados da chapa do capitão reformado, trata-se de mero problema trabalhista da empresa contratada. Advogados especialistas em direito eleitoral ouvidos pela revista, no entanto, alertam que ao ter informado ao TSE o endereço e o CNPJ de uma empresa que não está prestando os serviços especificados, a campanha pode ter incorrido em fraude de falsidade ideológica.

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Não tem sido uma sexta-feira fácil para o presidenciável. No início do dia, foi divulgada a nova edição da revista Veja , em que A advogada Ana Cristina Valle, ex-mulher do candidato à Presidência da República pelo PSL , o acusou de furtar um cofre de um banco, ocultar patrimônio e receber pagamentos não declarados, além de possuir um "comportamento explosivo" de "desmedida agressividade".

A revista teve acesso a um processo de mais de 500 páginas movido por Ana Cristina contra Jair Bolsonaro. A ação foi aberta durante o processo de divórcio entre eles.

De acordo com o texto, Bolsonaro teria furtado US$ 30 mil e R$ 800 mil de um cofre que a então esposa mantinha em uma agência do Banco do Brasil. Ela também afirmou que sofria ameaças de morte vindas do parlamentar, e contou que resolveu se separar por causa do “comportamento explosivo” e da “desmedida agressividade” de Bolsonaro.

No entanto, a própria ex-mulher do capitão voltou atrás. Ela disse que apresentou as acusações em um momento de “mágoa”. A campanha de Bolsonaro também revidou, acusando a imprensa de tentar “desconstruí-lo”.

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