Dinheiro encontrado em
Divulgação/Polícia Federal
Dinheiro encontrado em "bunker" de Geddel Vieira Lima em Salvador gerou um processo contra o ex-ministro

Preso preventivamente há um ano, o ex-ministro Geddel Vieira Lima foi escoltado nesta segunda-feira (24) por agentes da Polícia Federal até o Supremo Tribunal Federal (STF), onde acompanhou o depoimento de testemunhas no processo em que é acusado de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Mais magro e vestido todo de branco, Geddel Vieira Lima acompanhou o depoimento de duas testemunhas arroladas por seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima, no processo ligado aos R$ 51 milhões em dinheiro vivo encontrados em um apartamento de Salvador ligado ao ex-ministro.

Além deles, são réus no caso, a matriarca da família, Marluce Vieira Lima, um ex-assessor, Job Ribeiro Brandão, e o empresário Luiz Fernando Machado. Acompanhado de membros da sua defesa, o ex-ministro deixou o local sem falar com a imprensa.

Foram ouvidos nesta segunda-feira os técnicos do Senado Thiago Nascimento Castro Silva e Marcos Machado Melo. Eles foram prestar esclarecimentos sobre a Medida Provisória 613. Ao juiz Paulo Marcos de Faria, eles disseram ter dado esclarecimentos sobre a MP, cuja tramitação foi “completamente normal, uma como qualquer outra”, afirmou Melo.  

De acordo com a delação premiada do ex-executivo da empresa Odebrecht Cláudio Melo Filho, Lúcio Vieira Lima teria pedido e recebido vantagens financeiras em troca da aprovação da MP 613, que beneficiava a empresa Odebrecht por meio desonerações fiscais.

O relator do caso, ministro Edson Fachin , autorizou que Geddel deixe a penitenciária da Papuda, onde está preso, para acompanhar todos os depoimentos no processo. O próximo a ocorrer deve ser o dele mesmo, marcado para 9 de outubro.

Você viu?

Geddel Vieira Lima na segurança máxima

Geddel Vieira Lima está preso preventivamente desde o dia 8 de setembro de 2017
Reprodução/Justiça Federal do DF
Geddel Vieira Lima está preso preventivamente desde o dia 8 de setembro de 2017

Em julho, o ex-ministro foi transferido para outra ala da penitenciária . A transferência se deu devido a denúncias de que ele vinha sendo privilegiado com regalias na cela onde estava.

A decisão de transferi-lo foi tomada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. Além dele, o ex-senador Luiz Estevão (ex-PMDB) também foi transferido para a ala de segurança máxima na Papuda. Ambos ficarão em celas individuais e não terão contato com outros detentos nem mesmo durante o banho de sol. 

Entre as regalias encontradas nas celas de Geddel e de Estevão estavam barras de chocolate e pelo menos cinco pendrives, além de anotações que seriam do ex-ministro da Articulação Política do governo Michel Temer. As buscas nas celas foram feitas pela Polícia Civil no último dia 17 de junho.

Essas buscas, deflagradas pela Coordenação de Combate ao Crime Organizado (Cecor) da Polícia Civil do DF e autorizadas pela Justiça, foram feitas a partir da denúncia de um preso, que tinha notado os privilégios recebidos pelos dois políticos.

Leia também: Por falta de provas, juiz absolve Geddel da acusação de obstrução de Justiça

Geddel Vieira Lima  está preso desde o dia 8 de setembro de 2017. Conforme a PF, parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários