Vídeo de Temer para Geraldo Alckmin expôs uma série de elos entre o candidato à Presidência pelo PSDB e o governo atual
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Vídeo de Temer para Geraldo Alckmin expôs uma série de elos entre o candidato à Presidência pelo PSDB e o governo atual

Reacendeu na equipe de Michel Temer a ideia de que o emedebista se lance candidato à presidência da República nas eleições 2018. Criticado inclusive por antigos aliados, a intenção é que ele defenda o “legado do governo” – o oposto do que têm feito Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB), que buscam a todo custo se distanciar do presidente.

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , os assessores de Temer estariam cogitando uma candidatura pelo MDB, que tem até o dia 17 de setembro para trocar o nome de seu candidato nas urnas. O raciocínio é que, já que Meirelles ainda não se viabilizou – o ex-ministro pontua magros 1% nas pesquisas de intenção de voto – o atual presidente não teria muito o que perder – afinal, sua aprovação junto à população é de 3%, mais do que o dobro do que soma seu economista.

O planto, contudo, tem poucas chances de prosperar. Isso porque Meirelles já empenhou seu próprio dinheiro na campanha e, além disso, há pouco tempo para participar a população da candidatura. Caso desista de vez do plano, restará a Michel defender seu governo em vídeos curtos na internet, como fez nessa semana, em recado à Alckmin e Fernando Haddad (PT).

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"Você diz que a Educação foi um desastre", disse, direcionando-se à Alckmin. "Mas você sabe quem foi o meu ministro da Educação? Mendonça Filho, do DEM , um partido que apoia a sua candidatura".

"Nas vezes em que te apoiei, achei que você era diferente. Não atenda o que dizem os seus marqueteiros. Atenda apenas a verdade. E a verdade é que nós fizemos muito por essas áreas conduzidas por aqueles que hoje apoiam a sua candidatura", desabafou o emedebista.

Já à Haddad, Temer buscou rejeitar a pecha de golpista que o persegue desde o impeachment. “Quando você e seus companheiros me chamam de golpista, quero que você leia a Constituição, Haddad. Está escrito que quando um presidente é impedido, o vice-presidente constitucionalmente assume. É que hoje, Haddad, ninguém quer cumprir Constituição, ninguém quer cumprir lei”, disse.

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