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Reprodução/Twitter
Candidato à Presidência, Jair Bolsonaro foi carregado para o hospital após sofrer agressão durante campanha em Minas

O escritório da ONU para os direitos humanos na América do Sul (Acnudh) condenou nesta sexta-feira (7) o  ataque contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, ocorrido ontem durante comício em Juiz de Fora (MG).

Em nota, a chefe do órgão da ONU , Birgit Gerstenberg, cobrou "pronta investigação e punição dos responsáveis" pelo atentado ao candidato e manifestou preocupação com o "crescimento das tensões" e  casos de ameaças contra candidatos concorrendo nas eleições brasileiras.

“Confiamos nas autoridades brasileiras para uma pronta investigação e punição dos responsáveis ”, comentou a representante regional para América do Sul do Acnudh. “O processo eleitoral precisa garantir o direito à participação nos assuntos públicos, incluindo o direito à vida e à integridade física, bem como às liberdades de expressão, reunião e associação”, finalizou.

Bolsonaro e a ONU

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ex-capitão do Exército, candidato Jair Bolsonaro (PSL) está na carreira política desde o início dos anos 1990

Há menos de um mês,  Bolsonaro chegou a prometer tirar o Brasil da Organização das Nações Unidas caso seja eleito por considerar que o órgão "não serve para nada" e é apenas um "local para reunião de comunistas", estando "sempre ao lado de tudo que não presta". Após repercussão negativa, no entanto, o ex-capitão do Exército disse que cometeu um "ato falho"  e que, na verdade, referia-se ao comitê de  Direitos Humanos  das Nações Unidas.

Esse comitê é composto por 18 especialistas independentes e, em agosto, expediu liminar cobrando do Brasil medidas que assegurem a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.

Jair Bolsonaro foi esfaqueado no abdômen na tarde dessa quinta-feira (6) e precisou passar por cirurgia na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. O político foi transferido nesta manhã para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. De acordo com o último boletim médico, divulgado às 14h30, o candidato "encontra-se consciente e em boas condições clínicas".

No fim do mês passado, o então alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, jordaniano Zeid Al Hussein, afirmou que o  discurso de Bolsonaro representa "um perigo" para parte da população no curto prazo e "para o país todo" no longo prazo. “O perigo é que isso venha às custas de um certo grupo no curto prazo e, no longo prazo, de todo o País”, declarou Al Hussein ao Estadão no último dia 29 de agosto.

Ataque a Bolsonaro


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