Ministro Luiz Fux,  em nome do Tribunal Superior Eleitoral, repudiou o assassinato da vereadora Marielle Franco
Roberto Jayme/ Ascom /TSE - 15.3.18
Ministro Luiz Fux, em nome do Tribunal Superior Eleitoral, repudiou o assassinato da vereadora Marielle Franco

A sessão ordinária do Tribunal Superior Eleitoral desta quinta-feira (15) começou com uma homenagem a vereadora Marielle Franco (PSOL), do Rio de Janeiro, que foi assassinada a tiros na quarta-feira (14) à noite na capital fluminense . O presidente do TSE, ministro Luiz Fux, abriu a sessão da Corte expressando “profundo pesar” da Justiça Eleitoral pelo ocorrido.

Ao comentar o assassinato de Marielle Franco, Luiz Fux disse, em nome da Justiça Eleitoral, que todos “que velam pela higidez do processo democrático” ficaram “chocados que no mundo de hoje se tente calar a voz da política com uma atitude que demonstra um baixíssimo déficit civilizatório nesse campo”.

“Nesses momentos a sociedade sofre muito, mas a sociedade não se cala nem há de se calar. Nós aqui, em nome de todos os colegas [magistrados], das bancas [de advocacia] e dos eleitores, gostaríamos de manifestar profundo pesar pela trágica morte dessa vereadora”, disse.

Presente na sessão, a advogada Maria Cláudia Bucchianeri Pinheiro disse, em nome do Movimento Mais Mulheres no Direito, que “hoje é dia em que nós mulheres estamos todas enlutadas pela morte de Marielle, uma vereadora combativa, defensora dos direitos humanos e feminista ativa que lutava pelos direitos de todos nós”.

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O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, também divulgou nota na qual disse que o assassinato da vereadora “é um crime contra toda a sociedade e ofende diretamente os valores do Estado Democrático de Direito. O Conselho Federal da OAB acompanha o caso e espera agilidade na apuração e punição exemplar para os grupos envolvidos”.

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Morte da vereadora

Marielle deixava um evento na Lapa, quando dois homens em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. O crime aconteceu na Rua Joaquim Palhares, próximo ao metrô, no bairro do Estácio.

A polícia entende que não se trata de um assalto, pois os criminosos fugiram sem roubar nada. A perícia encontrou nove capsulas de tiros no local e, pelo menos cinco deles, atingiram a cabeça da vereadora.

No momento do crime, a vereadora estava no banco de trás do carro, no lado do carona. Como o veículo tem filme escuro nos vidros, a polícia trabalha com a hipótese de os criminosos terem acompanhado o grupo por algum tempo, tendo conhecimento da posição exata das pessoas. O motorista de Marielle foi atingido por pelo menos 3 tiros na lateral das costas.

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Marielle Franco fazia parte da Comissão da Câmara que fiscalizava a intervenção federal no Rio de Janeiro. Referência para o movimento negro e feminista, ela deixou uma filha de 19 anos. O corpo da vereadora foi velado na Câmara dos Vereadores.

* Com informações da Agência Brasil

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