Segunda Turma do STF torna réus quatro políticos do PP na Lava Jato

Luiz Fernando Faria, José Germano, João Pizzolatti Jr. e Mário Negromonte responderão por corrupção e lavagem; grupo foi denunciado pela PGR
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Operação Lava Jato: o conselheiro do Tribunal de Contas dos municípios da Bahia, Mario Negromonte, é um dos réus

Quatro políticos do PP se tornaram réu na Operação Lava Jato, nesta terça-feira (6), após decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Os deputados Luiz Fernando Faria (MG), José Otávio Germano (RS), o ex-deputado João Pizzolatti (SC), além do conselheiro do Tribunal de Contas dos municípios da Bahia e ex-deputado, Mario Negromonte, foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2016 .

O grupo foi acusado pelo suposto recebimento de vantagens indevidas no esquema de corrupção da Petrobras. No âmbito da Operação Lava Jato , eles vão responder pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com a acusação, os valores eram operacionalizados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef.

No julgamento, por maioria, os ministros também rejeitaram a denúncia em relação aos deputados do PP Mário Negromonte Júnior, Roberto Britto e Arthur Lira por falta de indícios.

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Durante o julgamento que começou em agosto do ano passado e foi interrompido por pedidos de vista, os advogados de defesa dos parlamentares negaram recebimento de propina e afirmaram que a procuradoria não apresentou provas contra os políticos.

Fizeram parte do julgamento na Segunda Turma do STF  os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Celso Mello, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin.

Histórico

Segundo o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a Braskem, polo petroquímico que faz parte do grupo Odebrecht, teria feito quatro pagamentos a Pizzolatti e Negromonte entre 2009 e 2010 em troca de vantagens em contratos de aquisição de nafta celebrados com a Petrobrás. O total da soma dos pagamentos resulta em, ao menos, US$ 1,5 milhão.

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"Realizadas as transferências bancárias internacionais, (o doleiro) Alberto Yousseff disponibilizava as correspondentes quantias, em reais, no Brasil, ao PP e particularmente a João Pizzolatti Junior. Dessa forma, entre 2009 e 2010, pelo menos US$ 1,530 milhão foram repassados a título de propina", diz o texto de Janot. Desde o início das investigações da Operação Lava Jato, todos os envolvidos negam recebimento de propina.

* Com informações da Agência Brasil

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