Planalto rebate Lula e garante que intervenção não é gesto eleitoral de Temer

Porta-voz da Presidência garantiu em pronunciamento que Temer não busca 'aplauso fácil' e que suas 'ações corajosas' visam enfrentar 'dramas da nação'
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil - 16.02.2018
Presidente Michel Temer durante cerimônia de assinatura de decreto de intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro

O porta-voz do presidente Michel Temer, Alexandre Parola, fez pronunciamento na tarde desta quarta-feira (21) para rebater as  declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusando o emedebista de usar a intervenção federal no Rio de Janeiro para conquistar votos numa eventual tentativa de reeleição.

"Toda e qualquer decisão de governo é regida exclusivamente pelas reais necessidades de encontrar soluções para os problemas do povo brasileiro. A agenda eleitoral não é, nem nunca será, causa das ações do presidente Michel Temer ", garantiu Parola em evento rápido no Palácio do Planalto.

"Assim comprovam as reformas que têm sido implementadas desde o primeiro dia da administração", continuou o porta-voz. "O presidente da República não se influenciou por nenhum outro fator a não ser atender a demanda da sociedade. É essa a única lógica que motivou a intervenção federal na área da segurança pública no estado do Rio de Janeiro."

O porta-voz da Presidência enfatizou ainda que nenhum assessor ou colaborador do governo tem autorização para expressar ideias ou avaliações sobre a intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro em nome do presidente.

"O governo seguirá sua trajetória sem pautar-se pela busca do aplauso fácil, mas numa rota firme das decisões corajosas que visam enfrentar e resolver os dramas verdadeiros de nossa nação, sem nenhuma significação eleitoral", concluiu Parola.

Leia também: Forças Armadas fazem primeira ação no RJ após Congresso aprovar intervenção

Intervenção em troca de votos?

Em entrevista concedida nesta manhã à rádio Itatiaia , o ex-presidente Lula defendeu a tese de que o decreto de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro tem como objetivo atrair eleitores que simpatizam com o militar Jair Bolsonaro (PSC), deputado que deve ser candidato à Presidência pelo PSL.

"Eu acho que o Temer está encontrando um jeito de ser candidato a presidente da República. E ele achou que a segurança pública pode ser uma coisa muito importante para ele pegar o nicho de eleitores do Bolsonaro", disse o petista.

O decreto de intervenção federal assinado pelo presidente Michel Temer na semana passada já está em vigor, tendo sido aprovado pela Câmara e pelo Senado no início desta semana, e prevê que as ações de segurança no Rio de Janeiro serão coordenadas pelas Forças Armadas até o dia 31 de dezembro. O responsável pela intervenção é o general Walter Braga Netto, do Comando Militar do Leste.

Leia também: UNB oferece disciplina sobre “golpe de 2016”

Link deste artigo: https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-02-21/planalto-intervencao-michel-temer.html