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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 15.3.2017
Na véspera da retomada dos trabalhos no Congresso, Temer recebe relator da reforma da Previdência, Arthur Maia

Um dia antes do Congresso Nacional dar início aos trabalhos de 2018, após o recesso de início de ano, o presidente Michel Temer se reuniu, neste domingo (4), com o relator da proposta da reforma da Previdência, o deputado Arthur Maia (PPS-BA), em Brasília. 

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O encontro aconteceu na tarde de hoje no Palácio do Jaburu. Além do relator da reforma da Previdência , participaram da reunião o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. 

O recesso parlamentar vai terminar nesta segunda-feira (5), dia em que o Congresso Nacional voltará a trabalhar e retomará assuntos que ficaram indefinidos até o fim do ano passado. A reforma é uma dessas pautas. 

De acordo com as primeiras informações, o encontro serviu para que Temer, Meirelles, Franco e Maia discutissem como a proposta será encaminhada na Câmara dos Deputados nesta semana. 

Segundo o planejamento do governo, a apreciação em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deve começar no dia 19 de fevereiro, logo após o carnaval. Porém, há uma expectativa de que seja apresentada uma emenda aglutinativa com mudanças no texto que foi aprovado na comissão especial. 

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Marcos Corrêa/PR - 1.2.18
Michel Temer tem concedido uma série de entrevistas para melhorar imagem e defender reforma da Previdência

A intenção é que o texto sofra mínimas modificações necessárias para que ele seja aprovado. São previstas ainda novas articulações o governo para aprovar a pauta, com novos encontros e reuniões de Temer e os demais articuladores com deputados que votarão a proposta.

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Por se tratar de uma PEC, a reforma só será aprovada na Câmara se, no mínimo, 308 deputados votarem a favor da proposta em dois turnos de votação. Depois, a pauta segue para a análise do Senado. 

Chance da votação ser adiada

Pelo que foi divulgado em uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo , o governo trabalha com duas possibilidades: votar a proposta sem previsão de vitória ou adiá-la para novembro.

Na sexta-feira (2), o presidente Michel Temer disse que seu governo resistirá caso a reforma previdênciária não seja aprovada, mas os seguintes, não. Para o emedebista, o crescente rombo do sistema trará maiores problemas para o País nos próximos anos.

"Tenho mais 11 meses de governo. Eu aguento a Previdência . Houve um deficit de R$ 268 bilhões nesse ano que se passou. A tendência é aumentar essa dívida previdenciária esse ano, mas o meu governo aguente. O que não vai aguentar são os próximos anos", disse Temer durante entrevista à  Radio Jornal , de Pernambuco.

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Ao jornal  O Estado de S. Paulo , o presidente afirmou que "já fez a sua parte" pela reforma da Previdência e que agora é preciso convencer o povo".

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