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Reprodução/Facebook
Amanda Zambelli gravou discussão que teve com o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS)

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) mandou a Polícia Legislativa prender a ativista Carla Zambelli, nesta quinta-feira (30). Zambelli é uma das líderes do Movimento Nas Ruas. Os dois discutiram durante o depoimento do ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran , na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS. Após ser levada para a delegacia do Senado, ela foi liberada, três horas mais tarde.

Em um vídeo registrado por Zambelli, é possível ver toda a confusão. No ínicio da tarde, durante o depoimento, ela abordou os parlamentares para questioná-los sobre críticas feitas ao juiz Sergio Moro na sessão. A Pimenta, é do PT , ela disse que ele “medo de Sergio Moro” e que “na hora que o senhor perder o foro privilegiado, o senhor vai encontrar com ele, viu? Vai ter um encontro bem gostoso com ele”, disse.

Pimenta respondeu, a mandando “ir trabalhar”. E ela retrucou: “Eu estou trabalhando, diferente de vocês que estão roubando.” Foi aí que Pimenta pediu que a Polícia Legislativa a encaminhasse para a delegacia do Senado, que fica no subsolo da Casa.

Veja o vídeo completo da discussão:


Carla prestou esclarecimentos aos policiais e foi liberada por volta das 16h. Ela explicou que que o deputado gaúcho não chegou a ir à Polícia Legislativa a fim de registrar a ocorrência por "crime à honra" nem dar sua versão dos fatos.

Em um vídeo publicado após o incidente, Zambelli disse ter se “sentido impotente” e que o deputado justificou o pedido com a fala “eu sou deputado, eu posso”. Ela falou também que quando Pimenta a mandou ir trabalhar, ele estava a “chamando de vagabunda”, para ela uma ofensa que seria tão grave quanto chamar alguém de ladrão.

Veja o vídeo completo abaixo:


Acusações contra Moro

Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI)  sobre a JBS, por meio de videoconferência,  o ex-consultor da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, declarou ter recebido o conselho de contratar um advogado "da panela de Curitiba" para que sua delação premiada, agora fracassada, fosse bem sucedida.

Ele, então, teria contratado um amigo e padrinho de casamento do juiz Sérgio Moro , o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, para intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Lava Jato. Zucolotto teria pedido 5 milhões de dólares, a ser recebido por meio de caixa dois, em troca da redução da multa do acordo.

No depoimento, Duran também disse que a Odebrecht adulterou provas usadas na denúncia contra Michel Temer e que foi orientado a gravar conversas com executivos da empreiteira baiana pelo ex-procurador Marcelo Miller .

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