A Procuradoria Geral da República (PGR) e o Ministério da Defesa firmaram, nesta terça-feira (31), um protocolo de intenções para combater a violência no Rio de Janeiro.  No entanto, nenhum representante do governo do Rio estava presente.

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, assinaram o documento em uma cerimônia em Brasília. O evento sobre a segurança do Rio de Janeiro contou ainda com a presença do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, e do ministro da justiça, Torquato Jardim. 

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Antonio Augusto/Secom/PGR - 31/10/2017
A partir da esquerda: ministro Sérgio Etchegoyen, procuradora-geral da República Raquel Dodge, e os ministros Torquato Jardim e Raul Jungmann.

O acordo prevê a troca de informações estratégicas a PGR e a pasta da Defesa, além dados que venham do Ministério da Justiça e do GSI. De acordo com os órgãos, as informações devem ajudar no combate ao tráfico internacional de armas de fogo, tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.

“Hoje o crime organizado, que se transnacionalizou, representa um risco à sociedade, às instituições e à democracia. Esse esforço é uma resposta adequada e necessária para fazer frente a todas essas ameaças que hoje rondam nosso país”, disse Jungmann.

Durante a cerimônia, o ministro do GSI, Sérgio Etchegoyen, disse que a cooperação entre os órgãos busca dar efetividade à política nacional de segurança pública. “Certamente a resultante do alinhamento desses vetores vai ser percebida pela sociedade, vítima hoje do crime organizado”, afirmou.

Na semana passada, a PGR já havia criado criou um grupo estratégico para elaborar um diagnóstico sobre a criminalidade no Rio. A equipe é formada por um procurador regional e quatro procuradores da República.

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Acusações do ministro

A assinatura ocorre no dia em que o ministro da Justiça, Torquato Jardim , acusou a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro de não ter controle sobre a situação no estado porque os comandantes de batalhões da Polícia Militar seriam “sócios do crime organizado".

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezãorefutou as acusações e disse, por meio de nota, que "O governo do estado e o comando da Polícia Militar não negociam com criminoso".

*com informações da Agência Brasil

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