O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou neste sábado (21) que não existe qualquer possibilidade de intervenção militar no Brasil, por conta da crise política, como pregam alguns setores da sociedade e até mesmo militares da ativa. Durante solenidade que marcou o fim das operações do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), o ministro afirmou que as Forças Armadas estão em paz dentro dos quartéis.

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Após o evento, Jungmann falou com jornalistas e disse que não há espaço para qualquer participação das Forças Armadas fora do que é previsto pela Constituição. As afirmações do ministro contrariam uma ala política que pede uma intervenção militar , caso a sociedade civil não resolva impasses políticos e jurídicos. "Resumo o que as Forças Armadas entendem para o momento da seguinte maneira: dentro da Constituição, tudo, fora da Constituição, absolutamente nada", disse.

Jungmann descartou qualquer possibilidade de intervenção militar no Brasil
Vladimir Platonow/Agência Brasil
Jungmann descartou qualquer possibilidade de intervenção militar no Brasil

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O ministro questionou, ainda, a validade de uma intervenção para o País. "Para que intervenção militar? Para resolver o problema da Previdência? Para resolver o problema democrático, que está resolvido? Para resolver o problema da inflação, que está sendo resolvido? Para resolver o problema do desemprego, que está caindo? Para que intervenção militar, se o Brasil está sendo passado a limpo?", questionou.

Ele também citou a Operação Lava Jato, "que está punindo aqueles que são responsáveis pela corrupção". Em sua fala, Jungmann afirmou que o Brasil vive um momento bom, punindo os corruptos. O ministro disse acreditar que o País sairá dessa fase fortalecido. Acrescentou, ainda, que a situação atual é de democracia.

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"Vivemos uma situação democrática e é isso que vai continuar sendo, com o apoio das nossas Forças Armadas", disse. Durante a solenidade, a fala de Jungmann foi direcionada aos militares que retornam para o Brasil após 13 anos de atuação no Haiti. "Vocês retornam às suas casas maiores do que já eram e voltam com o orgulho que o País lhes deve", disse.

* Com informações da Agência Brasil.

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