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Ao voltar para o Senado Federal nesta quinta-feira (18), Aécio Neves (PSDB-MG) discursou no plenário da Casa

A Executiva Nacional do PSDB negou que haja um acordo com o PMDB para barrar a denúncia contra o presidente Michel Temer que tramita na Câmara dos Deputados. Os rumores de um acordo surgiu um dia após a decisão que manteve os direitos parlamentares do senador Aécio Neves (MG), que é presidente nacional licenciado do partido.

Em nota, o PSDB afirma que a bancada da legenda se posicionou de modo contrário às medidas cautelares impostas a Aécio Neves “única e exclusivamente” por acreditar que “todo e qualquer cidadão tem direito à ampla defesa e ao contraditório”.

“Nossa decisão não implica de forma nenhuma um juízo de valor sobre as atitudes do senador Aécio e muito menos pode ser entendida como parte de qualquer acordo relacionado à votação da denúncia contra o presidente da República na Câmara dos Deputados”, diz a direção partidária, no comunicado.

Na nota à imprensa, o partido ressaltou “seu compromisso contra a impunidade, defendendo a ampla investigação de toda e qualquer denúncia devidamente fundamentada contra quem quer que seja, inclusive membros do partido, assegurados todos os direitos e garantias processuais, corolários da igualdade de todos perante a lei”.

O presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati (CE) , já havia defendido a posição dos tucanos. “Estamos defendendo o direito à defesa, que foi o que o senador nos pediu. Porque ele nunca foi ouvido aqui no Senado . Ele acha que tem razões para se defender. Não tem o menor compromisso ou contrapartida nossa em relação à questão da [denúncia contra Temer] na Câmara”, afirmou.

"Vítima de ardilosa armação"

Ao voltar para o Senado nesta quinta-feira (18), Aécio Neves discursou no plenário da Casa. Após passar cerca de 20 dias longe de suas atividades parlamentares, Aécio se disse "vítima de uma ardilosa armação" e garantiu que usará seu mandato para se defender das acusações que pesam contra si.

Denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cometer crime de corrupção passiva ao receber vantagem indevida na cifra de R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista, da JBS, e ainda de tentar obstruir a Justiça, Aécio Neves conquistou vitória apertada na noite dessa quarta-feira (17) no plenário do Senado. Ele obteve 44 votos a seu favor, apenas três a mais que o necessário para revogar a decisão da Primeira Turma do Supremo.

O resultado favorável ao senador do PSDB se deve, em muito, ao apoio recebido pelo PMDB . Dos 22 parlamentares da legenda no Senado, 18 votaram pela devolução do mandato de Aécio. Apenas os senadores Roberto Requião (PR) e Kátia Abreu (TO), parlamentares tidos como independentes, votaram contra Aécio – Rose de Freitas (ES) não compareceu à votação e Eunício Oliveira (CE), presidente da Casa, não votou.

* Com informações da Agência Brasil

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