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Resposta diz respeito ao pedido de suspeição feito pela defesa de Temer para Janot atuar em investigação relacionada ao presidente que tramita na Corte

Rodrigo Janot foi acusado de parcialidade nas investigações contra Temer
Jefferson Rudy/Agência Senado - 26.8.2015
Rodrigo Janot foi acusado de parcialidade nas investigações contra Temer

Rodrigo Janot, o procurador-geral da República, enviou nesta sexta-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) resposta ao pedido de suspeição feito pela defesa de Michel Temer para atuar em investigação relacionada ao presidente que está em tramitação na Corte. No documento, Janot diz que as acusações dos advogados são “meras conjecturas”.

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Em sua resposta, o procurador também afirmou que atua com imparcialidade no caso que envolve Temer. “A arguição de suspeição somente procede quando robusta prova a demonstra insofismavelmente. Não merece acolhida quando expressa por meio de meras conjecturas destituídas de elementos idôneos de convicção. Sem dúvida, o caso em exame se enquadra nesta última hipótese”, argumenta Rodrigo Janot

O advogado Antonio Mariz, representante de Temer, havia acusado Janot de parcialidade nas investigações. "A motivação, tudo indica, é pessoal. Estamos assistindo a uma obsessiva conduta persecutória. [Janot] parece se sentir incumbido de uma missão maior, que extravasaria suas funções protocolares, a autorizar o emprego de medidas não amparadas pelo ordenamento legal", escreve o defensor.

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“Se ao contrário, assumir de pronto que o suspeito é culpado, sem uma convicção da sua responsabilidade, vai atuar no curso das investigações e do processo com o objetivo de obter elementos que confirmem o seu posicionamento prematuro”, continua Mariz.

Além disso, o advogado também disse que "se tornou público e notório" que a atuação do chefe do Ministério Público Federal em casos envolvendo o presidente da República "extrapola em muito os seus limites constitucionais e legais inerentes ao cargo".

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Na ação, a defesa de Temer também cita uma palestra na qual Rodrigo Janot disse que "enquanto houver bambu, lá vai flecha", fazendo referência ao processo de investigação contra o presidente.  “Parece pouco interessar ao procurador se o alvo a ser atingido, além da pessoa física de Michel Temer , é a instituição Presidência da República; as instituições republicanas; a sociedade brasileira ou a nação”, diz o defensor. Com a chegada ao Supremo da manifestação de Janot, caberá ao ministro Edson Fachin decidir sobre a suspeição do procurador.

*Com informações da Agência Brasil